Carlos Alcaraz sem medo na abordagem à final em Oeiras: “Estrear-me no top 100 é uma motivação”

Sara Falcão/FPT

OEIRAS — Depois de quatro finais no ATP Challenger Tour em 2020, Carlos Alcaraz qualificou-se esta sexta-feira para mais uma decisão no circuito secundário, desta vez em Portugal, no Oeiras Open 125. A um passo do título, o jovem prodígio espanhol está também a uma vitória de se estrear no top 100 do ranking mundial, mas não se sente pressionado pela possibilidade de quebrar pela primeira vez a barreira que para a maioria se revela inalcançável.

“Já sabia que se ganhasse esta semana chegava ao top 100 e quero dar tudo para isso acontecer”, admitiu na conferência de imprensa que se seguiu à vitória por 6-2, 5-7 e 6-2 sobre Taro Daniel. “Vejo o top 100 como algo natural. É um feito importante, mas vou tentar não lhe dar demasiada importância amanhã e usar como motivação para ir em frente e lutar pelo encontro.”

Sobre o duelo desta sexta-feira com o adversário japonês, Alcaraz lamentou ter perdido o controlo do marcador: “Até ao 6-2 e 5-3 joguei a um grande nível e tinha o encontro controlado, mas o Taro é um grande jogador, dei-lhe um pouco de margem e este tipo de jogadores aproveitam ao máximo essas oportunidades. Precipitei-me um pouco no final do segundo set e a este nível com pequenos erros pode ser suficiente. Foi o que aconteceu, mas depois soube recuperar e voltei a estar por cima para conseguir uma vitória muito boa.”

Com aquela que considerou ser “a melhor vitória” da semana no “encontro mais difícil do torneio”, apesar de na segunda ronda ter perdido o primeiro set frente a Brandon Nakashima, o jovem treinado por Juan Carlos Ferrero marcou encontro com Facundo Bagnis, um adversário que conhece e de quem espera dificuldades.

“É um grande jogador, chegou à final a ganhar muito bons encontros e com um bom nível. Joguei com ele uma vez [nos quartos de final do Challenger de Cordenons, a caminho da final] e consegui ganhar em três sets, mas foi muito duro e podia ter caído para qualquer lado, portanto amanhã preciso de jogar a um grande nível porque sei que vou ter de sofrer”, concluiu Carlos Alcaraz, que do Jamor sairá com um novo máximo de carreira: se for vice-campeão sobe a 105.º, caso conquiste o título chega à 94.ª posição.

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