Nuno Borges motivado: “Depois disto não há como descer, quero é subir!”

Sara Falcão/FPT

OEIRAS — Nuno Borges foi travado nos quartos de final de singulares do Oeiras Open 125, mas a nova campanha na terra batida do Complexo Desportivo do Jamor deu ainda mais motivação ao jovem português, que quer aproveitar as últimas semanas de competição — e resultados — para continuar a quebrar barreiras.

“Tenho de me habituar a pelo menos este nível. Não estou à espera de jogar menos e depois disto não há como descer, agora quero é subir”, confessou o jovem de 24 anos depois de mais uma semana positiva, acrescentando que “o meu ténis é agressivo e é assim que eu gosto de jogar. Pode haver dias em que não o consiga executar tão bem, mas se estiver adaptado às condições e me sentir bem no campo, não vejo porque é que não posso jogar assim ou melhor.”

A consideração surgiu na sequência das prestações dos últimos meses e dos elogios que Facundo Bagnis (o adversário que o derrotou) lhe teceu após o encontro, apenas concluído em três sets e com os parciais de 6-1, 5-7 e 7-5. “Tenho visto muitos jogadores a serem simpáticos ultimamente, ao dizerem logo que vou chegar ao top 100. É mais fácil dizer do que fazer e ele sabe isso, mas ainda bem que acredita. Eu acho que é possível e tenho de continuar a trabalhar para isso. É sinal de que é possível, mas tenho de continuar porque ainda tenho muito a fazer.”

Sobre o duelo propriamente dito, Nuno Borges considerou ter sido um bom encontro: “Ele entrou muito bem, não senti que tenha feito algo de errado no primeiro set. Se calhar tinha de entrar um bocadinho melhor, mas ele entrou muito bem e já não levava assim um set há muito tempo. Não estou a querer gabar-me, mas não me lembro de levar assim uma aula. Não senti que joguei assim tão mal, estava a sentir-me bem nas pancadas, mas ele realmente aproveitou todas as oportunidades que teve, se não fez zero fez perto de zero erros não-forçados no primeiro set, serviu muito bem e eu ainda a tentar perceber o que é que resultava e o que não resultava. Tive que acreditar que aquilo não era para manter e que ele me haveria de dar uma oportunidade. Ainda bem que me deu logo no início do segundo, fez-me acreditar um bocadinho mais e senti que depois estava taco a taco com ele pronto para poder ganhar se calhar o segundo e o terceiro. Depois houve algum desgaste e se calhar já não tive tanta paciência para aceitar os erros como no início. Gostava de ter estado um bocadinho mais assertivo nas pancadas decisivas e acho que se estivesse tinha conseguido dar a volta ao jogo.”

Concluída a participação no quadro principal de singulares, Nuno Borges ainda tem as meias-finais de pares para disputar, ao lado de Francisco Cabral, antes de fazer parte do Oeiras Open 4, que será da categoria ATP Challenger 50.

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