Pedro Sousa alerta: “Não digo que sou favorito, mas sou um dos que podem ganhar”

Sara Falcão/FPT

OEIRAS – Com apenas quatro vitórias em 2021 antes deste Oeiras Open 125, a época de Pedro Sousa está longe de ser memorável. Ainda assim, chegado a casa, o lisboeta arrancou com um triunfo no segundo maior torneio do ano em Portugal, após derrotar o antigo 23 do mundo Damir Dzumhur em três partidas.

“Sabia que ia ser um encontro bastante complicado. Ele já foi top25, é dos jogadores mais rápidos do circuito, tem uma excelente mão, varia muito bem o jogo e nesta condições é sempre perigoso. Hoje havia algum vento e o campo estava com alguns ressaltos irregulares. Não comecei muito bem tive um pouco de sorte e consegui dar a volta”, analisou o tenista de 32 anos no final do embate.

Em 2020, Pedro Sousa chegou a duas finais em Portugal, vencendo mesmo o título no Maia Open. Será este o ponto de viragem numa temporada difícil? “Tenho aproveitado muito bem os torneios em casa e aqui é tão especial como no CIF. Este é um dos courts mais bonitos do mundo, onde jogamos desde miúdos. Se calhar foi o ar do Centralito que me fez ganhar hoje”, disse, mostrando-se confiante para o que aí vem nesta dura competição. “Já ganhei um torneio desta dimensão [Pullach em Agosto de 2018], estou a jogar em casa, em condições que estou habituado. Não digo que sou favorito, mas sou um dos que pode ganhar o torneio. Sei que também posso perder na próxima ronda porque o nível está bastante elevado”. 

Admitindo ter passado por momentos duros mentalmente após não ter batido Laslo Djere em Santiago (após match points a favor no segundo set), o número dois nacional está a um triunfo de superar João Sousa e ser o melhor tenista português no ranking ATP pela primeira vez. “Sei que estou perto, não vou mentir, porque olho para o ranking. Só não sabia que podia ser amanhã. No entanto, preferia estar a fazer um ano melhor do que este e continuar a número dois. O meu objetivo é subir o mais possível, não é passar o João. Estive tanto tempo atrás dele e de outros e nunca vivi mal com isso. O mais importante é voltar a sentir-me bem”.

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