Alexandr Dolgopolov anuncia retirada do ténis profissional

Dolgopolov
Fotografia: Shenzhen Open

O ucraniano Alexandr Dolgopolov anunciou este sábado o final da carreira enquanto tenista profissional. Aos 32 anos, o agora ex-tenista, que chegou a ser o número 13 mundial, decidiu pendurar a raquete.

Dolgopolov deu-se a conhecer ao mundo do ténis em 2011, quando apareceu em Melbourne Park para arrancar vitórias em cinco sets frente a Jo-Wilfried Tsonga e Robin Söderling no caminho para os quartos de final do Australian Open, onde acabou derrotado por Andy Murray. Naquele momento, o tenista de Kiev apresentou-se ao mundo e pouco mais de um ano depois já era o 13.º classificado no ranking ATP, registo que permanecerá como o máximo de carreira.

Finalista em nove torneios ATP e campeão em três (Umag 2011, Washington 2012 e Buenos Aires 2017), Dolgopolov sofreu uma lesão no pulso direito em maio de 2018 e nunca mais foi o mesmo. O tenista ucraniano não conseguiu recuperar a 100% do problema físico e teve mesmo de optar pelo final da carreira. “Espero que se tenham divertido a ver-me”, começou por dizer, em declarações ao site oficial da ATP.

“Nunca quebrei recordes, mas espero ter jogado um ténis divertido para os adeptos. A minha lesão no pulso aconteceu há três anos, na Austrália, depois de ter batido mal uma resposta no treino. Senti dor, mas nada sério. Cheguei à terceira ronda do Australian Open e voltei à Europa, mas nunca pensei que fosse uma coisa para me acabar a carreira. Tentei durante alguns anos, tive duas cirurgias e ainda sinto dor”, acrescentou.

Aos 32 anos, Alexandr Dolgopolov fecha um capítulo ao qual dedicou praticamente toda a sua vida. Para além das nove finais e dos três troféus, o ucraniano despede-se com alguns grandes jogos no currículo, com a presença em duas meias-finais de torneios Masters 1000 (em Indian Wells, em 2014, quando derrotou Rafael Nadal na terceira ronda, e em Cincinnati, no ano seguinte) e com dez vitórias sobre tenistas do top 10. O último encontro de Dolgopolov aconteceu a 14 de maio de 2018, no Masters 1000 de Roma, frente a Novak Djokovic.

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