Francisca Jorge: “No terceiro set fui mais agressiva e agarrei-me aos pontos”

Sara Falcão/FPT

OEIRAS — Francisca Jorge carimbou o acesso à segunda ronda do torneio de 25.000 dólares do CETO (Clube Escola de Ténis de Oeiras) após um triunfo em três sets frente a Carolina Meligeni (7-5, 2-6 e 6-2). Depois de ceder na primeira ronda de pares (ao lado da espanhola Olga Parres Azcoitia), a vimaranense destacou a garra e a ousadia no último parcial como fatores preponderantes para o sucesso no encontro frente à brasileira, não escondendo as dores que ainda sente.

“Foi um encontro duro.  Já sabia como ela jogava, esperava dificuldades e mesmo sabendo o que esperar muitas vezes em jogo não é fácil executar o plano previsto. Foi um primeiro set duro, muito amarrado, 5-3 abaixo, estava à procura de fazer o meu jogo, mas não estava a conseguir. Quando dei a volta ao set relaxei um pouco mentalmente e não devia. Deixei-me levar um pouco pelas oportunidades que não aproveitei no início, tinha ter marcado a minha posição. No terceiro set  foi mérito meu, joguei bastante bem, fui mais agressiva outra vez  e agarrei-me aos pontos. Isso fez a diferença”, analisou, destacando a importância de ter saído do court antes do início do último parcial, depois de um mau segundo set. “É bom olhar para outras coisas e esvaziar a cabeça do que aconteceu. Voltei mais agressiva e fui superior”.

No Jamor, a semana passada, a número um nacional cedeu na segunda ronda face a Daria Snigur, apresentando na altura alguns problemas físicos. Francisca Jorge encara a situação com normalidade. “Não estou a 100%, mas as dores vão sempre existir, faz parte da modalidade e um atleta nunca está a 100%. Tenho de lidar com a situação e  agarrar-me ao que tenho que fazer e isso é que fará diferença no resultado. Se estiver focada em ser agressiva a dor acaba por desaparecer”, garantiu.

Esta quarta-feira, a tenista de 20 anos regressa ao court Central para medir forças com a nona cabeça-de-série, a russa Marina Melnikova. “Joguei contra ela pares a semana passada [com Inês Murta, e até dispuseram de um match point] . Ela tem um serviço que parece que não faz muito, mas é bastante consistente e é uma jogadora agressiva. Tenho de estar bastante ativa, tentar neutralizar as primeiras bolas e procurar ser eu a tomar conta do ponto”.

Num dia onde as condições meteorológicas não são animadoras e num campo muito vulnerável às condições ventosas, Francisca Jorge aponta a capacidade de lidar com a situação um fator chave para o embate. “Quem conseguir adaptar melhor vai ter mais probabilidades de ganhar”.

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