Elizabet Hamaliy “feliz pela oportunidade de jogar contra tenistas de nível tão alto”

Sara Falcão/FPT

OEIRAS Elizabet Hamaliy dispôs de um convite da organização para o quadro principal do Oeiras Ladies Open e correspondeu ao desafio, alcançando uma inédita segunda ronda em torneios da categoria (60.000 dólares). Esta quinta-feira não foi capaz de bater a mais credenciada Rebecca Sramkova (10ª cabeça de série), mas nem por isso abandonou a competição sem se sentir agradecida pela semana no Jamor.

Sobre a derrota pesada frente à eslovaca, Hamiliy mostrou-se resignada. “Hoje estava muito mais solta quando entrei no campo, não estava a sentir-me nervosa porque sabia que não tinha pressão. O meu objetivo era ir para o  court divertir-me e fazer o meu melhor. Só que não consegui fazer o meu jogo, as bolas estavam pesadas, não estavam a andar como gosto, estavam a sair curtas. Às vezes pensei que precisava de bater com mais força para a bola andar, mas não conseguia. Ela é uma jogadora muito agressiva, que aproveita todas as bolas. Aproveitou as minhas bolas curtas e entrou bem no campo, jogou muito perto das linhas. Estava com muita dificuldade e a certa altura já não sabia o que havia de fazer porque às vezes até a conseguia pôr a mexer, mas ela cobria bem o campo e chegava a todas as bolas e ainda fazia um winner ou dificultava a minha próxima bola. Também senti que o meu jogo foi muito irregular, fiz muitos erros não forçados e isso desnivelou o resultado”, analisou em conferência de imprensa após o duelo.

Resultado desnivelado que não dava de todo a entender até meados do primeiro parcial. “Nos primeiros jogos estávamos mais ou menos ao mesmo nível. Não aproveitei esses jogos equilibrados e isso faz a diferença neste nível de top 200”, observou a ucraniana, residente em Portugal há praticamente uma década e nos passos finais para obter a nacionalidade portuguesa. “O meu jogo tem de ser muito mais rápido. Estava a ler a bola tarde e a reagir tarde e ela fazia tudo muito rápido e não deixava jogar. Era ela que comandava. É nisso que eu tenho de trabalhar”.

Já a olhar para o torneio de 25.000 dólares da próxima semana no Clube Escola de Ténis de Oeiras, Hamaliy mostrou-se “triste pelo resultado porque sinto que podia ter dado mais, mas feliz pela oportunidade em jogar o quadro principal deste torneio, com jogadoras de nível tão alto”. Para já, e antes ainda de virar atenções para o torneio de singulares que segue, Eliza, como é tratada pelos mais próximos, volta ao court ainda hoje, caso a chuva o permita, ao lado da amiga Ana Filipa Santos – e adversária na primeira ronda deste Oeiras Ladies Open -. A dupla portuguesa encara a ucraniana Anhelina Kalinina e novamente Rebecca Sramkova. “Espero ter a desforra”, disse, entre sorrisos.

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