Nuno Borges feliz e aliviado por reencontrar as vitórias depois da oportunidade desperdiçada

Sara Falcão/FPT

OEIRAS — Uma semana depois de não ter conseguido concretizar um match point no encontro da primeira ronda frente ao futuro campeão Zdenek Kolar, Nuno Borges reencontrou-se com as vitórias ao afastar um dos principais cabeças de série no segundo Oeiras Open. No final, o jovem português não escondeu o alívio e a felicidade por ter conseguido deixar para trás o sabor amargo da semana anterior.

“Estou muito feliz. Sentia que precisava de uma vitória para voltar a entrar no ritmo competitivo e sentir que conseguia terminar um encontro por cima”, começou por referir o jogador maiato depois de deixar pelo caminho o segundo cabeça de série, Enzo Couacaud.

Sobre o duelo, que dominou praticamente do início ao fim, Borges disse ter sentido que dependia dele fazer a diferença: “Acho que a meio do segundo set perdi-me na minha maneira de jogar, talvez como aconteceu contra o Kolar na semana passada, e tenho de trabalhar nisso para não ter nenhuma quebra. Houve alturas em que deixei o momento ‘chegar muito ao coração’ e em que não joguei como devia, mas senti que estava por cima e que se fizesse as coisas bem podia sair por cima do encontro. Senti que estava nas minhas mãos.”

Talvez por ter estado sempre na frente do marcador, Nuno Borges não sentiu que o triunfo desta segunda-feira tenha sido um dos melhores da carreira, apesar de ter sido o segundo melhor quando analisados os rankings dos adversários (só superado pelo triunfo frente ao então número 113 mundial Damir Dzumhur, no Lisboa Belém Open). “Principalmente neste torneio vejo o estatuto de cabeça de série mais como um número do que outra coisa, porque há jogadores muito bons e não considero que vou ter um quadro mais acessível só porque ganhei ao segundo.”

“Não acho que tenha sido uma vitória fora deste mundo, tenho de aceitar que é possível ganhar a jogadores deste nível a qualquer momento e aqui é sempre taco-a-taco, porque todos os jogos dão para perder e todos os jogos dão para ganhar”, acrescentou o tenista da ET Maia, que esta semana está a ser acompanhado pela equipa do Centro de Alto Rendimento da Federação Portuguesa de Ténis.

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