Zdenek Kolar: do match point salvo à alegria pela segunda final Challenger

Sara Falcão/FPT

OEIRAS — Tímido, reservado mas com um ténis alegre e criativo. Zdenek Kolar chegou pela segunda vez na carreira a uma final de um torneio Challenger e desta vez quer dar um passo em frente. No final da vitória face a Marco Trungelliti, o checo passou para conversar com os jornalistas presentes.

“Esperava um encontro muito duro. O primeiro set foi muito equilibrado, com trocas de bola muito longas. O Marco tem boas mãos, bom feeling com a bola. Sabia que seria muito difícil. No segundo set comecei a dar alguns erros fáceis mas quebrei-o cedo e voltei a jogar o meu jogo e no final foi mais fácil porque ele foi-se abaixo mentalmente”, analisou o tenista de 24 anos, após triunfo por 6-3 e 6-2.

Amanhã, o atual 246 do ranking ATP jogará o segundo embate decisivo, praticamente cinco anos desde o primeiro (Ostrava, 2016). A satisfação era evidente. “É um sentimento excelente. Estou a sentir-me bem aqui e estou muito feliz por amanhã jogar a final”

Apesar de dizer não conhecer muito bem Gastão Elias, o seu adversário da final (ainda que se tenham defrontado em 2019, com vitória para o português), Kolar considera que o tenista luso é “sólido” e “move-se bem” e diz estar preparado para derrotar um terceiro português esta semana, depois de ter batido Nuno Borges na primeira ronda (salvando um match point no segundo set) e Tiago Cação nos quartos de final. “Todos os encontros começam do zero, por isso tento dar o meu melhor e estou feliz por o meu jogo estar a resultar aqui. Espero que amanhã resulte outra vez”.

Semifinalista em Braga em 2019 e campeão de pares do Maia Open, Kolar não consegue desvendar o segredo para o sucesso em solo português, ainda que tenha suspeitas: “sinto-me bem aqui. As pessoas são muito simpáticas. Sinto-me em casa e gosto de passar tempo aqui em Portugal”.

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