Miguel Gomes tem os Grand Slams no horizonte: “É um sonho desde que comecei a jogar”

Sara Falcão/FPT

OEIRAS — Três semanas depois de ter alcançado a final de um dos torneios mais importantes do circuito mundial de sub 18, Miguel Gomes estreou-se este domingo em torneios do ATP Challenger Tour, ao jogar o Oeiras Open, e apesar da derrota o jovem português de 17 anos saiu motivado da primeira experiência ao mais alto nível — até porque os próximos meses prometem ser inesquecíveis.

“Apesar de não ter corrido como queria foi uma grande experiência e saio de cabeça erguida”, começou por revelar o jovem natural de Alcobaça, que treinou no Clube Campo Quinta da Moura antes de integrar o Centro de Alto Rendimento da Federação Portuguesa de Ténis.

Sobre o encontro com Evan Furness (340º.º), recém-campeão de um ITF de 25.000 dólares em Vale do Lobo, Miguel Gomes explicou que “tentei entrar muito agressivo, porque é esse o meu jogo, mas a este nível um ou dois erros já fazem muita diferença. O Furness é um grande jogador, agarra-se muito bem a todos os pontos e eu por causa dos nervos falhei uma ou outra bola que não costumo falhar, mas tentei acalmar-me e alongar mais os pontos e acho que isso me ajudou. Foi pena não ter conseguido o segundo contra-break, mas ele é um grande jogador.”

Muito consciente do ponto em que se encontra, o número 31 do ranking mundial de juniores (foi 27.º depois de chegar à final do Banana Bowl) lamentou “ainda ser rookie e fazer alguns erros que não posso fazer”, mas garantiu estar a trabalhar para enfrentar estes jogadores: “Senti que quando estou bem do fundo do campo a minha bola já é suficientemente pesada para me bater com estes jogadores. Ainda não estou lá, mas pouco a pouco vou chegar lá.”

E porque ainda tem 17 anos (celebra a maioridade na próxima semana), é no escalão de sub 18 — e em particular nos torneios do Grand Slam — que está a grande prioridade de Miguel Gomes para os próximos tempos. “Desde que comecei a jogar que chegar aos Grand Slams era um sonho. Houve uma altura em que estava [a tornar-se] mais difícil e achei que se calhar já não ia conseguir, mas a final no Banana Bowl ajudou-me e agora é tentar conseguir mais e mais. Infelizmente o Australian Open era o que mais queria jogar e foi cancelado, mas cada um dos três que ‘sobram’ tem a sua particularidade muito bonita. Vou dizer Wimbledon [como o que mais quer jogar]. Jogar todo de branco vai ser um sonho.”

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