Seppi volta aos títulos e Tiurnev estreia-se: o resumo da semana no circuito Challenger

O circuito Challenger passou esta semana por Itália e pela Rússia, nomeadamente pelas cidades de Biella e de São Petersburgo. A cidade italiana recebeu um evento do circuito secundário pela terceira vez esta temporada e prepara-se ainda para receber nesta semana uma quarta prova, ao passo que a cidade russa recebeu o segundo evento consecutivo. O transalpino Andreas Seppi regressou aos títulos em casa, ao passo que Evgenii Tiurnev também foi feliz no país natal e estreou-se a vencer no circuito.

Challenger de Biella 3

Velhos são os trapos, de acordo com a exibição de Andreas Seppi ao longo da semana em Biella. Aos 37 anos, o tenista italiano conquistou o décimo título no circuito Challenger – aos quais junta mais três no ATP Tour – e tornou-se o tenista mais velho do país a vencer uma prova no circuito, ao mesmo tempo que se juntou a um lote muito restrito: tornou-se no quarto tenista com 37 ou mais anos a vencer um título nos últimos quatro anos, feito apenas replicado por Tommy Robredo, Ivo Karlovic e Stéphane Robert.

Ao longo de toda a semana, Seppi cedeu apenas um parcial, na segunda ronda da prova. Depois de ter derrotado Sergiy Stakhovsky (197.º) na estreia, por 6-2 e 6-4, o veterano tenista italiano teve de operar uma reviravolta frente a Tristan Lamasine (251.º) para seguir para os quartos de final. Seppi venceu por 1-6, 6-1 e 7-6(4) e marcou encontro com Peter Gojowczyk (126.º), que acabou por vencer sem ter de jogar muito tempo, já que o alemão se retirou quando Seppi liderava por 3-1 no primeiro parcial. Nas meias-finais, o tenista natural de Bolzano despachou Robin Haase (193.º) por 6-1 e 7-5 e carimbou o passaporte para a final.

O outro finalista foi o britânico Liam Broady (170.º). O tenista de 27 anos jogou muito bem durante toda a semana e chegou à final só com vitórias em sets diretos: 7-6(1) e 6-4 frente a Julian Lenz (255.º) na primeira ronda, 6-3 e 6-4 frente a Luca Nardi (800.º) na segunda eliminatória, 6-4 e 6-3 perante Jurij Rodionov (141.º) nos quartos de final e 6-3 e 7-6(2) contra Ilya Marchenko (179.º) nas meias-finais.

A final da prova acabou por não ter grande estreia. Nos courts de piso rápido indoor de Biella, Seppi dominou Broady de início a fim e venceu tranquilamente por 6-2 e 6-1. O antigo número 18 mundial venceu 88% dos pontos com o primeiro serviço, eliminou o único break point que enfrentou e converteu cinco das 15 oportunidades que teve para quebrar o serviço a Broady, num encontro em que mostrou um grande nível na resposta.

Com a conquista do troféu, Andreas Seppi garantiu o regresso ao top 100 mundial. O tenista de 37 anos tinha começado a semana na 107.ª posição e esta segunda-feira surge 11 lugares acima, no 96.º posto. Liam Broady também regista uma subida de 13 posições e ocupa o 157.º lugar, bem perto do 154.º posto que ocupou em abril de 2018 e que permanece até hoje como máximo de carreira.

Challenger de São Petersburgo 2

Em São Petersburgo, o russo Evgenii Tiurnev aproveitou ao máximo a confiança que lhe foi depositada pela organização da prova ao atribuir-lhe um convite para o quadro principal e só terminou assim que teve o troféu nas mãos. O tenista de 23 anos começou a semana no 403.º lugar do ranking ATP e com apenas cinco vitórias no circuito Challenger, mas hoje pode já contar com um título da categoria no currículo.

Tiurnev, que vai registar uma das maiores subidas da semana – 110 lugares – e atingir o 293.º posto, teve uma caminhada de sonho até à final. O russo derrotou Vit Kopriva (297.º) na primeira ronda, por 6-4 e 6-2, e venceu o turco Altug Celikbilek (267.º) por 6-3, 2-6 e 6-3 para chegar aos quartos de final. Nessa fase, Tiurnev despachou o bósnio Mirza Basic (310.º), antigo membro do top 100 mundial, por 6-4 e 6-2, e marcou encontro nas meias-finais com outro ex-top 100: Marius Copil (224.º). Frente ao romeno, o jovem russo voltou a mostrar-se implacável e venceu por 7-6(4) e 6-2.

Na outra metade do quadro, o polaco Kacper Zuk (233.º) fez a mesma caminhada até ao último encontro. O tenista de 22 anos começou por derrotar Igor Sijsling (300.º), que em fevereiro de 2014 foi o 52.º classificado do ranking, por 6-4 e 6-3. Na segunda ronda, Zuk teve de operar uma reviravolta frente a Zizou Bergs (328.º), o campeão do primeiro torneio em São Petersburgo, e venceu por 1-6, 6-4 e 6-3. O polaco encontrou depois o ex-top 10 mundial Jack Sock (273.º) e triunfou tranquilamente por 6-3 e 6-2. Nas meias-finais, Zuk defrontou o checo Jiri Lehecka (332.º) e garantiu o acesso à final com os parciais de 7-6(7) e 6-3.

Chegada a grande final, Kacper Zuk partia como teórico favorito, mas estava destinado que o momento fosse de Tiurnev. O tenista russo disparou 14 ases, venceu todos os pontos jogados no primeiro serviço (25/25) e não enfrentou qualquer break point durante todo o encontro. Aliás, Tiurnev perdeu apenas três pontos em jogos de serviço (36/39) e pôde focar-se na resposta, onde procurou sobretudo massacrar a segunda bola de Zuk. O russo revelou depois uma extrema eficácia nos break points e converteu as três oportunidades que teve, de forma a construir os parciais de 6-4 e 6-2.

Para além de ter conquistado o primeiro título Challenger da carreira, Evgenii Tiurnev tornou-se no primeiro tenista convidado pela organização e não cabeça de série a fazê-lo em 2021, depois de Carlos Gimeno Valero o ter feito na semana passada, em Gran Canária. A grande conquista vale então uma enorme subida no ranking ao jovem de 23 anos, que assume um novo máximo de carreira. Apesar do desaire, Kacper Zuk tem também um novo máximo de carreira à espera, já que sobe 17 lugares e chega à 216.ª posição.

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