McDonald e Couacaud: os vencedores da semana no circuito Challenger

Mais uma semana que passou, mais torneios Challenger que chegaram ao fim. Esta semana, o circuito secundário passou pelo Cazaquistão e por Espanha, mais concretamente por Nur-Sultan e Gran Canária. Na Ásia, Frederico Silva chegou até aos quartos de final, onde só caiu perante o norte-americano Mackenzie McDonald, que veio a vencer a prova. Em Espanha, Gonçalo Oliveira não passou da primeira ronda num torneio que foi ganho pelo francês Enzo Couacaud.

Só Frederico Silva roubou um set a McDonald na caminhada até ao título

O norte-americano Mackenzie McDonald chegava a Nur-Sultan em boa forma, depois de ter atingido a quarta ronda do Australian Open. E o bom momento do jovem de 25 anos ficou comprovado logo na primeira ronda, onde afastou o primeiro cabeça de série, Mikhail Kukushkin (94.º) por 7-5 e 7-5.

Chegado à segunda ronda, McDonald mediu forças com Denis Istomin (195.º), que foi o 33.º do ranking em agosto de 2012. Hoje em dia com 33 anos, o uzbeque foi mais uma vítima da energia do norte-americano, que venceu tranquilamente por 6-2 e 6-3 e avançou para os quartos de final. Foi nessa fase, de resto, que McDonald deixou cair o único set durante toda a semana, perante o português Frederico Silva. Ainda assim, venceu pelos parciais de 6-4, 3-6 e 7-6(3).

Depois de uma maratona, um sprint, neste caso um sprint que durou 67 minutos. Nesse tempo, Mackenzie McDonald derrotou Henri Laaksonen (134.º) por 6-2 e 6-1 e apurou-se para a final. O adversário era o austríaco Jurij Rodionov (152.º), que chegava à final com também um set perdido apenas.

Na primeira ronda, Rodionov bateu Ivan Nedelko (348.º) por 6-3 e 6-3 e avançou para a segunda eliminatória, onde derrotou Tatsuma Ito (204.º) por 6-3 e 6-2. Nos quartos de final, enquanto McDonald deixava cair um set, Rodionov rubricou nova vitória “limpa” frente a Tomás Machac (173.º), com os parciais de 6-2 e 6-3. Só nas meias-finais o jovem de 21 anos foi forçado a jogar uma terceira partida, tendo derrotado Prajnesh Gunneswaran (138.º) por 6-2, 3-6 e 6-3.

A grande final, e até pelo que tinha sido a caminhada de ambos até lá, parecia ter todos os ingredientes para se tornar um excelente jogo. No entanto, McDonald teve outras ideias e em apenas 58 minutos assinou o triunfo e a conquista do torneio, com os parciais de 6-1 e 6-2. O norte-americano serviu muito bem – 77% (27/35) de pontos ganhos na primeira bola – e foi bem eficaz na conversão de break points (4/6), ao mesmo tempo que anulou todas as quatro oportunidades que Rodionov teve.

Mackenzie McDonald passa agora a deter três títulos no circuito Challenger e voltou a erguer um troféu pela primeira vez desde 2018, ano em que venceu um torneio da mesma categoria na cidade sul-coreana de Seoul. O triunfo permite ao norte-americano subir 21 lugares e passar a ocupar o 118.º posto. Rodionov, que iniciou a semana como 152.º classificado na hierarquia mundial, sobe 13 posições e passa a ser o 139.º. O austríaco tem também três títulos Challenger no currículo, dois deles conquistados na temporada passada.

Couacaud regressa aos títulos após mais de dois anos

O francês Enzo Couacaud colocou um ponto final numa seca de mais de dois anos ao vencer o Challenger de Gran Canária, o segundo título da carreira na categoria. O tenista de 26 anos não ganhava um evento desde 2018, quando venceu um Challenger em Cassis.

Na terra batida espanhola, Couacaud foi um vencedor improvável, mas fez por merecer. Na primeira ronda, perante o difícil Carlos Taberner (131.º), Couacaud parecia em maus lençóis e a caminho da derrota. No entanto, o espanhol foi obrigado a retirar-se com mazelas físicas logo após conseguir o break na terceira partida, quando liderava por 6-7(3), 6-0 e 3-2.

A partir da sorte, Enzo Couacaud ganhou confiança e não se deixou mais colocar nesse tipo de situação. Na segunda ronda, o francês “despachou” o veterano Tommy Robredo (220.º) por 6-1 e 6-2 e, nos quartos de final, eliminou dois match points para derrotar Marco Trungelliti (257.º) por 6-1, 0-6 e 7-6(6). A uma vitória da final, o gaulês realizou mais uma exibição dominadora frente a Nikola Milojevic (149.º) e venceu por 6-2 e 6-2, de forma a garantir o apuramento para a final.

O outro finalista foi o canadiano Steven Diez, que foi aumentando o nível exibicional ao longo da semana e acabou mesmo a discutir o título. O canadiano teve uma primeira ronda complicada frente a Emilio Nava (637.º), mas venceu o jovem de 19 anos por 7-6(4), 6-7(4) e 6-2. Logo a seguir, Diez voltou a ser desafiado até à exaustão, mas triunfou por 7-6(6) e 7-6(8) perante Alessandro Giannessi (163.º). Só nos quartos de final é que o tenista canadiano conseguiu uma vitória mais tranquila, ao derrotar Riccardo Bonadio (295.º) por 6-3 e 6-0. As dificuldades voltaram a surgir nas meias-finais, mas Diez ultrapassou-as como fez sempre nas rondas anteriores. O canadiano venceu Alex Molcan (308.º) por 6-2, 3-6 e 7-5 e garantiu um lugar na final.

O confronto direto entre ambos era favorável a Steven Diez, que tinha ganho os dois jogos anteriores frente a Enzo Couacaud. Desta vez, no entanto, a história não se repetiu e o francês serviu 12 ases e venceu 73% (37/51) de pontos com o primeiro serviço para conquistar o torneio, com os parciais de 7-6(5) e 7-6(3). No primeiro set, Couacaud recuperou de um break de atraso e salvou quatro set points antes de se adiantar no marcador. Os papéis inverteram-se na segunda partida, com o francês a desperdiçar dois match points e a acabar por ser quebrado quando servia para a conquista do torneio. Ainda assim, o tenista de 26 anos saiu por cima no tiebreak e chegou mesmo ao triunfo.

A conquista do segundo Challenger da carreira vale a Enzo Couacaud a subida de 29 lugares no ranking. O francês passa a ser o 187.º classificado, mais perto do máximo de carreira, que foi o 169.º posto atingido em julho de 2019. Steven Diez, por sua vez, sobe 18 lugares e passa a ocupar a 172.ª posição. O máximo de carreira do canadiano também foi atingido em 2019, mas em novembro e é o 134.º lugar.

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