Medvedev: “A derrota do US Open doeu mais”

Ainda não foi desta que Daniil Medvedev se sagrou um campeão do Grand Slam. O russo voltou a ficar perto, mas voltou a cair na final e a falhar a entrada para o lote dos vencedores. Na conferência de imprensa após a final frente a Novak Djokovic, Medvedev estava desiludido, mas com menos dor em relação à final perdida no US Open 2019 frente a Rafael Nadal.

“Eu diria que a derrota do US Open doeu mais, porque tive oportunidades para ganhar. Obviamente que ambas as derrotas doem, mas o que torna a outra mais complicada é que ganhei dois sets e tive o Rafa encostado às cordas. Hoje, no meu melhor momento no encontro, não estava contente comigo mesmo pela forma como o encontro se estava a desenrolar”, começou por dizer o russo. “Senti que, por melhor que jogasse, seria muito complicado vencer. Quando me retirar, é igual que tenha ganho 20 Grand Slams, um ou nenhum. O importante é que tenha dado o melhor de mim e sido um grande profissional”, acrescentou.

Na ótica de Medvedev, a reta final do primeiro parcial foi chave para o que se seguiu depois. “Creio que o fecho do primeiro set marcou a diferença. Comecei um pouco nervoso e ele [Djokovic] aproveitou às mil maravilhas para abrir vantagem. Consegui tranquilizar-me e comecei a fazer o meu jogo e a incomodar mais o Nole. Tudo estava igual e parecia que se ia decidir no tiebreak, mas num abrir e fechar de olhos o Nole chegou ao 0-40 e ficou com três set points. Fiz dois bons serviços e cheguei ao 30-40. Parecia que podia dar a volta à situação, mas o Novak mostrou o porquê de ser um dos melhores do circuito na resposta e com um ponto na rede levou o parcial”, disse.

O moscovita não escondeu a deceção e teceu elogios a Djokovic, mas acredita estar mais perto do nível do Big 3. “Cada vez estou mais perto desse nível e penso que isso é crucial. Se jogo a final aqui com o Novak noutra ocasião, tenho a certeza que faço melhor do que o que fiz hoje. Creio que este tipo de derrotas ensinam alguma coisa para o futuro. Sobre o Big 3, sempre disse que são os melhores jogadores do circuito. Não me importa reconhecê-lo, os dados estão à vista. Não importa se estão nos três primeiros lugares do ranking ou mais abaixo. Neste tipo de torneios jogam sempre o seu melhor ténis e são os favoritos”, concluiu.

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