Carla Suárez Navarro pretende jogar “três ou quatro torneios” para a despedida

Em setembro, na véspera de completar o 32.º aniversário, Carla Suárez Navarro chocou o mundo ao anunciar que havia sido diagnosticada com um linfoma de Hodgkin. Depois de ter visto a pandemia de Covid-19 colocar em stand-by a sua primeira tentativa de retirada, o cancro voltou a colocar o adeus ao circuito profissional na prateleira. Três meses depois, com cinco sessões de quimioterapia realizadas e progressos assinaláveis, a tenista espanhola concedeu uma entrevista ao Mundo Deportivo, onde deu conta da vontade de regressar para uma despedida em condições.

“Gostava de poder jogar algum Grand Slam, obviamente na segunda metade da época. E ainda estou à espera de ver se me apuro para os Jogos Olímpicos. As inscrições fecham em Roland Garros e eu não vou conseguir jogar antes, pelo que dependo das minhas rivais. Se entrar, gostava muito de lá estar. Tenho ranking protegido no 68.º lugar e o cutoff deve estar entre 60 e 70. Quero jogar também na época norte-americana e pronto, já está. A intenção é jogar três ou quatro torneios”, afirmou a tenista de 32 anos. E prolongar a estadia no circuito até 2021 não está nos planos.

“Não [vou jogar em 2021]. Quero descansar. Praticamente não o pude fazer. Com o confinamento, com a doença, não estou a fazer o que gostaria ou o que tinha pensado em fazer. Depois de me retirar, quero ter tempo para mim, que ainda não pude. Mas agora penso mais no dia a dia, semana a semana, do que antes no futuro”, acrescentou. Primeiro, contudo, é preciso terminar o tratamento, ainda que Suárez Navarro já vá jogando “duas a três vezes por semana” e sem forçar muito, uma vez que ainda não tem autorização médica para tal.

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