Rublev vai jogar menos em 2021 e afirma: “Sinto-me um convidado no top 10”

O russo Andrey Rublev foi um dos nomes com maior destaque na temporada de 2020. A par de Novak Djokovic, foi quem mais encontros – e troféus – ganhou no circuito ATP, pelo que foi com naturalidade que terminou o ano dentro do top 10 e, mais recentemente, venceu o prémio para tenista com maior evolução.

Agora dentro dos melhores dez tenistas do planeta, Rublev afirmou, em entrevista à MARCA, que o plano para 2021 passa por jogar menos torneios, depois de um 2020 onde jogou praticamente tudo o que houve para jogar. “Vou jogar menos. Acho que só não competi em duas semanas este ano. Mas isso tem a sua explicação, porque quando regressámos não sabíamos quando íamos ter de voltar a parar. Por exemplo, depois de Roland Garros não parávamos de ouvir que Paris-Bercy não se ia realizar”, começou por dizer.

Rublev e o técnico, Fernando Vicente, foram distinguidos nos prémios da ATP como o tenista com maior evolução e o melhor treinador, respetivamente. Para o russo, os prémios fazem-nos sentir “muito orgulhosos” e revela que “significam muito, tanto pelo voto dos adeptos como pelo dos companheiros de profissão”. Questionado sobre o segredo para o êxito da parceria, Rublev foi muito direto: “É o melhor treinador para mim porque pensamos da mesma maneira e algo que vai para lá do court. Não há ninguém melhor do que ele para a minha carreira”.

A grande temporada que realizou, onde venceu cinco torneios, permitiu a Rublev chegar ao top 10, um local onde ainda se sente um estranho: “Sinto-me um convidado no top 10. Para realmente me sentir um deles, tenho de encontrar a regularidade e isso significa estar nessa posição durante alguns anos. Pode dizer-se que Thiem, Zverev ou Medvedev merecem estar ali”.

Com o objetivo de “melhorar para saber onde está o limite” em 2021, os Grand Slam são um ponto onde Rublev procura melhores resultados, já que nunca passou dos quartos de final. A Covid-19 continua a ser um problema para a população mundial, mas Rublev diz não ter medo de contrair o vírus. “Apercebes-te que é algo incontrolável e que te pode acontecer, por muitas precauções que tomes. Os cuidados que tens ou estes dentro de uma bolha são iguais, a realidade é que continuam a haver casos”, afirmou, antes de acrescentar que já não se recorda do número de testes que já fez, mas recorda-se do pior deles: “Quando voltei do Adria Tour aqui para Barcelona. Até sangrei do nariz”, confessou.

A situação da Federação Russa leva a que Andrey Rublev tenha de jogar os Jogos Olímpicos sem a bandeira do seu país. O tenista de 23 anos, contudo, não vê um grande problema nisso e diz que as pessoas que o vêem sabem que é russo, seja qual for a bandeira que apareça ao lado do seu nome. Antes das Olimpíadas, porém, é preciso dar início à nova temporada e o plano de Andrey Rublev já está traçado: “Vou à Rússia para as festas e vou jogar a ATP Cup antes do Australian Open”.

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