Pedro Sousa, o campeão português que faltava à Maia

Beatriz Ruivo/FPT

Recheado de história, o Complexo de Ténis da Maia já contava nas suas paredes com os retratos de grandes e interessantes campeões, mas faltava-lhe o de um jogador da casa. Até que este domingo, 29 anos depois de receber pela primeira vez um torneio do circuito internacional masculino, a cidade maiata coroou um campeão português: Pedro Sousa.

Na reta final de uma temporada atípica, o lisboeta de 32 anos despediu-se da melhor forma possível de 2020 ao derrotar o espanhol Carlos Taberner por 6-0, 5-7 e 6-2 numa decisão ibérica que lhe permitiu interromper uma série de quatro derrotas em encontros decisivos e chegar aos oito títulos no ATP Challenger Tour, tantos como o seu atual treinador, Rui Machado.

O nome de Pedro Sousa sucede-se ao de Jozef Kovalik na lista de recém-campeões do Maia Open, que depois de um interregno de 17 anos regressou com a organização da Federação Portuguesa de Ténis e o apoio da Câmara Municipal.

A história da cidade no ténis internacional começou na década de 90 e conheceu várias fases, mas para este registo interessa dizer que nos 12 eventos organizados entre 1991 e 2002 nunca se tinha celebrado em português, apesar de na galeria de campeões surgirem nomes bastante interessantes, como os de Juan Carlos Ferrero (que pouco depois de vencer na Maia, em 1999, chegaria a número um do mundo) e Andrea Gaudenzi, o atual presidente da ATP.

O feito alcançado por Pedro Sousa não é inédito em solo nacional, mas permite ao Maia Open juntar-se a um restrito leque de torneios Challenger portugueses que já coroaram campeões lusos em singulares: Açores (com João Cunha e Silva em 1988 e Nuno Marques em 1995 e 1996), Madeira 1989 (Nuno Marques), Vilamoura 1989 (Nuno Marques), Guimarães 2013 (João Sousa), Braga (Pedro Sousa em 2018 e João Domingues em 2019).

Recentemente, também Lisboa poderia ter celebrado a vitória de um tenista português pela primeira vez, mas o mesmo Pedro Sousa acabou derrotado numa final de luxo do Lisboa Belém Open, perante Jaume Munar.

Quando considerada a variante de pares, então Porto (Nuno Marques e Emanuel Couto em 1996), Estoril (João Cunha e Silva em 1988 com Jean-Philippe Fleurian), Espinho (Emanuel Couto e Bernardo Mota) e Lisboa (Nuno Marques e João Cunha e Silva em 2000, Gonçalo Oliveira com Roberto Cid Subervi em 2020) também se juntam à lista.

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