Maia Open está a tornar-se “num dos melhores Challengers” e quer crescer ainda mais

Beatriz Ruivo/FPT

Pelo segundo ano consecutivo, o calendário do circuito mundial masculino conheceu o capítulo final no Complexo de Ténis da Maia. E pelo segundo ano consecutivo o Maia Open terminou com elogios e muita vontade de crescer num futuro próximo.

Vasco Costa, presidente da Federação Portuguesa de Ténis, começou por fazer um balanço “extremamente positivo” de uma semana que deixou “os patrocinadores e a Câmara Municipal, que é o principal parceiro deste evento, bastante contentes e com vontade de subir de patamar no próximo ano.”

A vontade já vem da edição inaugural do Maia Open, em 2019, mas a pandemia fez com que fosse adiada por um ano. “A subida de nível foi tema de várias conversas ao longo da semana. Quem decide é o presidente da Câmara e ele estava extremamente entusiasmado e com vontade de subir o prize money do torneio. Não sabemos se vamos fazer um Challenger 90 ou 100, mas há vontade de o subir e nós gostaríamos que isso acontecesse”, atestou o diretor do torneio, João Maio.

Para o Maia Open, o futuro passa por cimentar o torneio como “um dos melhores Challengers do Mundo” e subi-lo rapidamente às categorias seguintes, mas o sonho de fazer regressar a cidade ao calendário da primeira divisão do ténis mundial mantém-se: “Os jogadores gostaram do complexo e das condições e o supervisor da ATP disse-me que temos instalações para um torneio ATP e que dentro do circuito Challenger é um dos melhores que já viu. Há uma vontade muito grande de ter cá um torneio do ATP Tour outra vez, mas vamos passo a passo. Vamos deixar isso para o futuro e preparar o próximo ano. Já seria ótimo subir o prize money e chegar a um torneio de 125 mil dólares daqui a uns anos”, acrescentou João Maio.

Se tudo correr como previsto, o Maia Open deverá ser um dos dois torneios portugueses no ATP Challenger Tour a conhecer uma nova categoria a par do Lisboa Belém Open, uma vez que, como recordou Vasco Costa, “em 2021 será a capital europeia do desporto e a Câmara Municipal também demonstrou vontade [em aumentar o prize money].”

Mas esse não é o único objetivo para o próximo ano: “Tanto no CIF, como neste torneio recebemos um grande reconhecimento da parte da ATP em relação à qualidade da organização destes eventos, por isso é nosso objetivo não só retomar o Braga Open no próximo ano como juntarmos mais um [torneio Challenger]. Obviamente que ainda estamos muito dependentes da evolução da pandemia da convid-19, mas é para isso que vamos trabalhar. Já estamos com os olhos no futuro.”

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