Press Release: Pedro Sousa e Carlos Taberner jogam final ibérica no Maia Open

Beatriz Ruivo/FPT

Pedro Sousa voltou a vencer e qualificou-se para a grande final de singulares do Maia Open, torneio do ATP Challenger Tour que é organizado pela Federação Portuguesa de Ténis com o apoio da Câmara Municipal da Maia. O adversário do português será Carlos Taberner, de Espanha. Em pares, Zdenek Kolar e Andrea Vavassori sagraram-se campeões.

No último torneio do ano, o tenista português de 32 anos (113.º do ranking ATP) selou o apuramento para a quarta final ao derrotar o espanhol Bernabé Zapata Miralles (155.º) por 6-4 e 6-1, em 63 minutos.

No segundo encontro da carreira frente ao espanhol, Pedro Sousa voltou a vencer e desta vez ao dominar do início ao fim: fez um break logo no terceiro jogo graças a um amortie que forçou o erro de Zapata Miralles e voltou a quebrar no quinto, com uma direita inside out. A resposta do adversário surgiu no jogo seguinte, mas foi curta e a vitória do primeiro parcial ditou o rumo do duelo, uma vez que no segundo set o valenciano já não foi capaz de lutar por um desfecho diferente.

“Estava à espera de dificuldades, mas fiz um grande jogo e do nada foi mais fácil. Sabia que ele às vezes não se aguenta tão bem mentalmente e felizmente consegui levá-lo à loucura, entre aspas, e estou muito contente com a minha prestação. Sinto-me a jogar bem, as coisas estão a sair-me muito bem”, analisou Pedro Sousa.

Vice-campeão do ATP 250 de Buenos Aires (onde se tornou no terceiro português a disputar uma final de singulares ao mais alto nível) e dos Challengers de Split e Lisboa, o português terá de superar Carlos Taberner para erguer o primeiro título de 2020 e não escondeu que seria especial vencer: “Era a melhor maneira possível de acabar um ano tão estranho. Apesar de já estar a ser uma semana positiva, ganhar seria ainda melhor. Todos nós gostamos de jogar em casa, é sempre especial seja em Lisboa, em Braga ou aqui na Maia. Temos poucas oportunidades de o fazer, por isso há que aproveitá-las ao máximo.”

Este sábado, o espanhol (152.º) sorriu por último numa verdadeira batalha ao derrotar o croata Duje Ajdukovic (377.º) por 7-5, 6-7(9) e 6-4 quando estavam decorridas três horas e seis minutos de encontro e não escondeu as dificuldades. “Foi muito, muito duro. Não consegui vencer no segundo set, em que tive três match points, porque não fui capaz de jogar bem nesses momentos, fiquei mais nervoso e ele jogou melhor. Foi difícil de aceitar, mas tentei manter-me positivo e continuei a acreditar nas minhas hipóteses. Estou cansado, mas muito feliz por estar na final.”

A final deste domingo será o segundo frente a frente da semana entre Pedro Sousa e Carlos Taberner, que no primeiro fim de semana do Maia Open partilharam o court numa sessão de treinos.

Em antevisão ao duelo do título, o tenista português deixou claro que não espera facilidades: “Ele é um grande jogador. Se não fossem as lesões dos últimos anos já teria um ranking melhor. Este ano ganhou um Challenger grande, é um jogador muito sólido que faz tudo bem: serve bem e tem uma boa esquerda e uma boa direita. É um excelente jogador e tenho a certeza de que vai subir bastante no ranking. Não vão haver segredos, damo-nos bastante bem e já passámos várias horas juntos no campo. Também não há que inventar muito, vou tentar fazer o meu jogo e espero que chegue.”

O espanhol também teve elogios a dizer a respeito do derradeiro adversário: “Vi um pouco do encontro de hoje e o Pedro jogou de forma incrível. Sempre que jogámos em Challengers foi em três sets e decidido por poucos pontos, sempre com grandes trocas de bola. Espero uma partida duríssima e terei de dar o meu máximo nível para tentar ganhar”. E abordou o encontro de forma curiosa: “Seria espetacular terminar o ano com um troféu. Antes da prova começar o meu treinador disse-me que se corresse mal seria o meu último torneio de 2020, mas se corresse bem seria o primeiro de 2021”.

No último encontro do dia foram coroados os primeiros campeões desta edição: o checo Zdenek Kolar e o italiano Andrea Vavassori derrotaram o britânico Lloyd Glasspool e o finlandês Harri Heliovaara por 6-3 e 6-4 e transformaram a semana de estreia enquanto parceiros num caso de sucesso.

“Estou muito feliz. Vim para Portugal depois de um período difícil, porque fiquei em casa durante 20 dias de quarentena e depois senti umas dores no ombro. Este foi o nosso primeiro torneio juntos, mas espero que voltemos a jogar muitas vezes no próximo ano”, contou Andrea Vavassori, enquanto Zdenek Kolar partilhou a alegria que sentiu ao conquistar mais um troféu: “Sempre que ganho um título é incrível porque não é todas as semanas que isso acontece. Temos de aproveitar, sobretudo porque este foi o último torneio do ano. Falámos alguns dias antes e combinámos jogar juntos. Acabou por ser uma grande escolha dos dois lados.”

No domingo, a final de singulares do Maia Open 2020 entre Pedro Sousa e Carlos Taberner tem início marcado para as 15 horas.

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