Pedro Sousa: “Ganhar o Maia Open seria a melhor maneira de terminar um ano tão estranho”

Beatriz Ruivo/FPT

Depois de Buenos Aires, Split e Lisboa, Pedro Sousa vai jogar, no Maia Open, a quarta e última final da temporada. O lisboeta voltou a vencer e está a um passo de somar o primeiro título do ano, que lhe permitiria igualar um registo histórico e despedir-se deste estranho 2020 com a cereja no topo do bolo.

“Estou muito contente. É a quarta final do ano e a segunda em casa, por isso espero que seja desta que ganho uma”, revelou logo no início da conferência de imprensa que se seguiu ao triunfo sobre Bernabé Zapata Miralles, espanhol contra quem passa a ter uma vantagem de 2-0 no confronto direto.

Vice-campeão em Buenos Aires (onde jogou a primeira final em torneios ATP), em Split e no Lisboa Belém Open, Pedro Sousa não escondeu que “seria incrível” fechar 2020 com um título: “Era a melhor maneira possível de acabar um ano que foi tão estranho. Apesar de já estar a ser uma semana positiva, ganhar seria ainda melhor. “Todos nós gostamos de jogar em casa, é sempre especial seja em Lisboa, em Braga ou aqui na Maia. Temos poucas oportunidades de o fazer, por isso há que aproveitá-las ao máximo.”

Sobre a meia-final, o português de 32 anos revelou que “estava à espera de dificuldades, mas fiz um grande jogo e do nada foi um bocadinho mais fácil do que podia ser.”

“Sabia que ele às vezes não se aguenta tão bem mentalmente e hoje felizmente consegui levá-lo à loucura, entre aspas, e estou muito contente com a minha prestação. Sinto-me a jogar bem, tenho conseguido entrar bem nos jogos e as coisas estão a sair-me muito bem”, acrescentou Sousa.

Sobre o adversário da final de domingo, o espanhol Carlos Taberner, o tenista do Centro de Alto Rendimento da Federação Portuguesa de Ténis só teve elogios: “Ele é um grande jogador. Se não fossem as lesões dos últimos anos já teria um ranking melhor. Este ano ganhou um Challenger grande, é um jogador muito sólido que faz tudo bem: serve bem e tem uma boa esquerda e uma boa direita. É um excelente jogador e tenho a certeza de que vai subir bastante no ranking.”

Na verdade, será o segundo frente a frente da semana entre Pedro Sousa e Carlos Taberner, que no primeiro fim de semana do torneio treinaram juntos: “Não vão haver segredos, damo-nos bastante bem e já passámos várias horas juntos no campo. Também não há que inventar muito, vou tentar fazer o meu jogo e espero que chegue.”

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