Zapata Miralles sobre a meia-final: “O Pedro é favorito, mas vou dar o melhor de mim”

Beatriz Ruivo/FPT

Bernabé Zapata Miralles continua o bom percurso no Maia Open e já está nas meias finais. Depois de ultrapassar Nuno Borges e Paolo Lorenzi, o espanhol precisou de três sets para bater o quarto favorito Henri Laaksonen por 6-2, 3-6 e 6-4.

“No primeiro set joguei muito bem, senti-me cómodo em court e fui muito agressivo. No segundo, ele subiu o nível e começou a ser ele mais agressivo, eu recuei demasiado e fiquei um pouco nervoso. Mas no terceiro set recuperei o padrão de jogo. Preparei bem a partida com o meu treinador Carlos Navarro, que sabia os pontos fortes do Laaksonen – o serviço, a direita agressiva e o slice de esquerda para tentar bater a direita outra vez -, mas consegui anulá-los. Lutei muito para ganhar e estou muito feliz”, analisou o tenista de 23 anos em conferência de imprensa.

Quando serviu para o encontro a 5-3 do terceiro parcial, Zapata sofreu uma quebra de serviço, após desperdiçar um match point com uma direita falhada, que podia ter comprometido as suas aspirações. Mas a paragem revelou-se fundamental. “Nesse momento passaram-me coisas más pela cabeça. Mas na mudança sentei-me e refresquei a mente. Pensei que o fundamental era centrar-me no que teria de fazer e isso foi a chave”, considerou o actual 155 do ranking.

A chave do duelo acabou por ser a agressividade do espanhol nos momentos importante, bem como o facto de ter colocado sempre o suíço em sentido com a capacidade de colocar bolas profundas e defender as investidas de direita do opositor.

Nas meias finais de amanhã, as quartas da temporada e todas após o recomeço do circuito pós pandemia – o segredo para os bons resultados recentes estão no “aspecto mental” -, Zapata Miralles vai medir forças pela segunda vez com Pedro Sousa e não tem dúvidas: o português é “favorito”. “O Pedro tem melhor ranking, está a fazer um ano muito bom e a jogar muito bem. Vou dar o melhor de mim mesmo para vencer”.

Vai ser o segundo embate entre ambos, após triunfo do lisboeta em Punta Del Este há dois anos, ainda o espanhol estava a dar os primeiros passos no circuito Challenger. “Não tenho boas recordações desse encontro”, disse entre sorrisos. “O Pedro é muito agressivo e evoluiu muito desde aí. Espero a sua melhor versão amanhã porque joga em casa e terá vontade de vencer o torneio”.

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