Idade não é um posto para Paolo Lorenzi, que quer mais e antevê futuro dourado para a Itália

Beatriz Ruivo/FPT

Paolo Lorenzi tem 38 anos, já pisou todos os grandes palcos do ténis mundial e deixou bem assente que a persistência compensou. Mas ainda quer mais e, em pleno Maia Open, explicou o que é esse “mais” — bem como das décadas douradas que o ténis do seu país, Itália, tem pela frente.

“Adoro acordar para jogar ténis e treinar. A sensação, a adrenalina dos encontros… Enquanto conseguir ser competitivo quero competir. Pode ser durante seis meses, um ano ou dois, certamente não serão 10, mas estou a tentar aproveitar o máximo possível”, explicou na conferência de imprensa que se seguiu a uma vitória em 3h05 (!) sobre o qualifier Michael Vrbensky, carrasco dos portugueses João Monteiro e Luís Faria durante o fim de semana.

A vitória de segunda-feira foi a 418.ª de Paolo Lorenzi no ATP Challenger Tour, um número especial porque significa que o italiano está cada vez mais perto de ultrapassar o recorde absoluto do já retirado Ruben Ramirez Hidalgo, num capítulo que pode conhecer outra história em breve… “Claro que gostaria de o ultrapassar, mas ele disse-me que se o fizer ele volta a jogar porque lhe terei ‘roubado’ o recorde (risos), por isso acho que vamos continuar nisto até termos 80 anos.”

E o que é que motiva o já veterano tenista italiano? “O meu objetivo é voltar a jogar os grandes torneios. Quero voltar a ser top 100 e jogar em grandes estádios outra vez. Não sei se o vou conseguir fazer, mas é para isso que trabalho”, garantiu, antes de tecer rasgados elogios ao trabalho que tem sido feito no seu país.

“Já disse isto há três ou quatro anos, é apenas o início porque trabalhámos muito para isto. Temos muito torneios ITF e muitos Challengers em Itália e neste momento o nível dos jogadores é muito alto. Temos o Berrettini no top 10, o Fognini no top 15 e depois temos o Sinner, o Musetti, o Sonego, o Travaglia, o Caruso, o Seppi… Temos muito bons jogadores e isto é apenas o início. Acho que nos próximos 10 anos Itália vai ser um dos melhores países do mundo no ténis.” 

Para além da paixão pelo ténis, e de desejar o melhor aos jovens compatriotas que o motivam “ainda mais” a continuar na profissão (apesar  ambicionar ser treinador no futuro), Paolo Lorenzi é, também, um apaixonado pelo nosso país: “Adoro Portugal. Adoro sair para comer marisco e passear. Agora não é a melhor altura para o fazer, por isso espero regressar outra vez no próximo ano.”

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