Faria triste com a derrota, mas não com a exibição

Beatriz Ruivo/FPT

MAIALuís Faria despediu-se, este domingo, da variante de singulares do Maia Open ao ser afastado na ronda de acesso ao quadro principal face ao checo Michael Vrbensky, mas ficou satisfeito com o nível que apresentou frente a um adversário mais cotado.

“Foi um encontro muito renhido. 6-4 e 6-4 em duas horas demonstra o equilíbrio. Ele foi mais competente nos momentos decisivos, teve mérito. Eu em alguns pontos joguei um bocado à retranca, mas noutros foi ele que jogou bem e acho que isso fez a diferença”, analisou o vimaranense, que ontem alcançou a primeira vitória da carreira no Challenger Tour.

Um momento chave no encontro ocorreu no oitavo jogo do segundo set. Com break abaixo, Faria dispôs de quatro break points para reentrar na discussão da vitória e responsabiliza a pressão como factor determinante para o mau desfecho dessas situações. “Nos dois primeiros joguei um pouco à retranca. Mérito dele, que serviu e conseguiu logo dominar. Num deles, se não estou em erro, eu podia ter feito mais. Nos outros pensei que já tinham sido duas oportunidades e que nesses ia mais para a frente. Apareci duas vezes muito perto da rede, uma foi inclusive um volley, o outro fiz uma boa rutura, ele devolveu e eu fiquei, pronto, fiquei sem saber e fiz um amortie meio disparatado, mas claro que esses dois pontos pesaram”.
“Não houve grande diferença entre nós. A maior foi que ele ganhava mais pontos de borla, mais pontos fáceis, e isso dá um oxigénio que eu nunca tive. Mas acho que o nível foi alto. Falta-me mais jogos a este nível e ele conseguiu manter quase sempre um ritmo e intensidade alta. Eu tive ali, se não estou em erro, duas quebras. Uma no princípio do segundo set, em que tive dois jogos de serviço muito complicados e os dele eram super fáceis, depois acabei por levar o break. E no primeiro set foi também ao 2-2, acho eu, um jogo de serviço muito mau em que ele jogou bem, apercebeu-se, foi para cima de mim, fez o break e acho que isso fez a diferença”, analisou o tenista de 21 anos.
Findo o torneio (apenas na variante de singulares, já que em pares joga ao lado do amigo Tiago Cação), a hora foi de balanço, ainda sem objectivos definidos para a próxima temporada. “Foi um ano complicado. Jogámos no início do ano, mas não me correu muito bem, fiz uns quartos de final, mas não estava a jogar bem, também mudei de raquete e acho que isso influenciou. Depois foi a quarentena e a paragem. Nós no CAR nunca parámos, estávamos em casa, mas sempre acompanhados pelos treinadores e a equipa pelo Skype, a tentar ter o máximo de atividade possível. Claro que isso foi ótimo, conseguirmos jogar imensos torneios seguidos em Portugal. Depois ainda tive oportunidade de ir para Espanha, agora de jogar aqui na Maia, por isso não foi um ano fácil, mas também não foi igual a zero, nem perto disso”.
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