Luís Faria superou os nervos e fez história pessoal no Maia Open

Beatriz Ruivo/FPT

MAIA — Quando se deitou, Luís Faria (797.º ATP) estava preparado para defrontar no encontro de estreia no Maia Open o primeiro cabeça de série do qualifying. Mas ao acordar apercebeu-se de uma alteração no quadro e tudo mudou: o adversário, a pressão, de certa forma até as expetativas. E o resultado foi o melhor possível.

O jovem vimaranense de 21 anos derrotou o alternate norte-americano Alafia Ayeni (897.º) para somar a primeira vitória da carreira em torneios do ATP Challenger Tour, um resultado que o deixou “muito feliz”.

“Durante o jogo estava um pouco nervoso e sobretudo a partir do momento em que fiquei próximo de fechar senti bastante os nervos, mas lá consegui ter mais garra e felizmente correu bem”, revelou Faria, já na conferência de imprensa.

“Não é uma situação fácil. Se fosse contra o Blancaneaux a pressão não era tão óbvia para o meu lado, mas como foi com o Ayeni… Temos rankings muito similares, por isso senti mais pressão. Mas é claro que foi melhor jogar contra ele do que contra o Geoffrey Blancaneaux, contra quem ia ter um jogo bastante complicado. Tive alguma sorte”, acrescentou o jogador do Centro de Alto Rendimento da Federação Portuguesa de Ténis, que acabou por ser o único português a seguir em frente nesta jornada inaugural.

Sem objetivos definidos, Luís Faria chegou ao Maia Open com a intenção de “ganhar o próximo jogo”, mas neste momento não esconde que a ambição imediata passou a ser “passar o qualifying para chegar ao quadro principal”, onde estão os compatriotas Pedro Sousa, João Domingues, Frederico Silva, Gonçalo Oliveira, Nuno Borges e Gastão Elias.
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