Daniil Medvedev, o novo maestro do circuito masculino

O melhor ficou guardado para o fim: a viver uma temporada discreta em comparação com a anterior, Daniil Medvedev reservou para a swing europeia de piso rápido indoor a melhor forma e este domingo afirmou como o novo “maestro” do circuito masculino ao vencer a 50.ª edição do Nitto ATP Finals, o Masters de final de ano que se realizou pela última vez em Londres antes de rumar a Turim.

Em vésperas de viajar para a capital britânica, o russo de 24 anos já se tinha destacado ao conquistar o Masters 1000 de Paris, mas o que fez na O2 Arena entra diretamente para o topo dos maiores feitos da carreira: na fase de grupos do Nitto ATP Finals derrotou o número um mundial Novak Djokovic, nas meias-finais o número dois Rafael Nadal e na grande final o número três Dominic Thiem, por 4-6, 7-6(2) e 6-4 — um feito inédito na história do torneio.

Para conquistar o título mais importante da carreira, o moscovita teve de sair por cima daquela que foi a final à melhor de três sets mais longa do ATP Finals (2h43), assinando uma vitória que lhe permite acabar a temporada com 10 vitórias nos últimos 10 encontros, depois de um começo a meio gás (18-10).

A vitória de Medvedev traduz-se na quinta diferente nas últimas seis edições do “Masters” de final de ano, que em 2016 foi ganho por Andy Murray, em 2017 por Grigor Dimitrov, em 2018 por Alexander Zverev e em 2019 por Stefanos Tsitsipas.

Em relação a Thiem, perdeu pela segunda vez consecutiva a final do torneio dos maestros e a oportunidade de terminar 2020 com a cereja no topo do bolo, ele que há cerca de dois meses quebrou finalmente a malapata ao estrear-se a vencer torneios do Grand Slam no US Open (curiosamente com uma vitória muito tranquila sobre Medvedev pelo meio). Feitas as contas, o número três do mundo tem agora um registo de 2-8 em “grandes finais”: 1-3 em Masters 1000, 1-3 em Grand Slams e 0-2 no ATP Finals.

Quanto ao ATP Finals, despede-se de Londres como se apresentou: com a vitória de um tenista russo, facto que não passou em branco na cerimónia: foi o próprio Medvedev quem, no discurso já de troféu nas mãos, agradeceu ao compatriota Nikolay Davydenko (campeão de 2009) pela inspiração que lhe deu.

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