Pedro Sousa e a final no Lisboa Belém Open: “É a que tem maior valor sentimental”

Beatriz Ruivo/Lisboa Belém Open

LISBOAPedro Sousa qualificou-se para a 15.ª final da carreira no ATP Challenger Tour, que será a segunda da carreira em solo português e a primeira no CIF, o clube que desde sempre trata como a sua casa. E em conferência de imprensa não escondeu que, por isso mesmo, esta semana no Lisboa Belém Open tem “maior valor sentimental”.

“É mais uma final, felizmente tenho jogado bastantes nos últimos anos. Obviamente que aqui é especial por ser no meu clube, onde cresci e joguei a vida inteira. Não sei se é a mais importante, porque até já joguei e ganhei uma no maior Challenger que á, mas é a que tem maior valor sentimental”, reconheceu o tenista português de 32 anos.

No domingo, Pedro Sousa vai ter pela frente o espanhol Jaume Munar numa final que coloca frente a frente os dois primeiros cabeças de série e caso seja bem sucedido erguerá pela oitava vez um troféu de campeão no ATP Challenger Tour, registo que lhe permitiria igualar o do treinador Rui Machado. Mas a história não lhe ocupa, pelo menos para já, espaço na cabeça: “É só mais uma final e nem eu, nem ele estamos preocupados com isso. Ele trabalha comigo, por isso estamos os dois contentes por termos bons resultados. Das 15 finais, 14 foram a treinar com ele e isso é o mais importante. Se ganhar ele também vai ficar contente.”

No entanto, e como aliás é seu apanágio, o lisboeta não descartou pagar “com todo o gosto” um jantar ao treinador e amigo caso seja bem sucedido, até porque… “Quando há torneios sou sempre eu que pago, por isso já lhe paguei muitos jantares”, acrescentou entre sorrisos.

De Munar, que o derrotou no único encontro entre ambos (primeira ronda do ATP 500 de Barcelona, em 2019) e que já esteve muito perto do top 50 mundial, Pedro Sousa só espera dificuldades: “Quando está bem tem um grande primeiro serviço, uma excelente atitude e é bastante sólido do fundo do campo. Vai ser um encontro difícil, ele ganhou-me em casa dele e agora espero que em Portugal caia para o meu lado.”

E porque o encontro acabou cedo, o número dois portugueses só voltará a pensar no ténis no final do dia: “Tenho um Everton-Liverpool, um Nápoles-Atlanta, um Inter-Milan, um Arsenal-City e à noite o Clássico. Vou para casa ver futebol no sofá e descansar. É importante desligar um bocadinho, ontem acabei relativamente tarde e hoje o jogo era bastante cedo, portanto não deu para aproveitar muito para descansar e relaxar realmente. Hoje, como tenho mais tempo, vou aliviar a cabeça e mais tarde logo começamos a pensar na final.”

Já sobre o encontro das meias-finais, em que afastou Alessandro Giannessi em duas partidas, Pedro Sousa disse não ter ficado tão agradado quanto na véspera: “Hoje [o encontro] não foi tão bom. Ele é um adversário que dá menos ritmo e que varia mais o jogo, a direita vem muito rápida, a esquerda tanto vem alta, como em slice e faz uns amorties, é canhoto e isso muda o jogo. Não foi tão limpo, nenhum de nós jogou bem no início e ele acabou por cometer uns erros quando ia à frente que fizeram a diferença. O segundo set foi um pouco melhor, consegui sair bem na frente. As bolas começaram a ficar muito pesadas e ficou difícil fazer mossa no adversário, felizmente tinha dois breaks de vantagem e foi suficiente”,  

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