Nuno Borges estreia-se no Lisboa Belém Open com a melhor vitória da carreira

Beatriz Ruivo/Lisboa Belém Open

LISBOA — Melhor era impossível: quase um ano depois de ter disputado o último encontro oficial em terra batida, Nuno Borges (número 500 do ranking mundial) respondeu ao wild card que recebeu para o quadro principal do Lisboa Belém Open com a melhor vitória da carreira no circuito internacional, ao travar o bósnio Damir Dzumhur (113.º que já foi 23.º) por 7-6(8) e 6-1 depois de salvar seis set points (cinco consecutivos) no tie-break.

Apesar de estar a disputar apenas o quarto torneio Challenger da carreira, o jovem maiato de 23 anos confirmou as expetativas criadas ao longo dos últimos meses, em que somou vitórias atrás de vitórias em Portugal e não só conquistou o Campeonato Nacional Absoluto como voltou a jogar duas finais em torneios ITF: está pronto para competir um nível acima e fazer frente a jogadores de ranking consideravelmente superior.

Na estreia no CIF, Borges não se deixou impressionar nem pelo currículo, nem pela forma recente do bósnio — que disputou a final do Challenger de Barcelona no domingo — e tãopouco acusou dificuldades na terra batida, superfície na qual, apesar de estar habituado, não competia em encontros oficiais desde novembro, quando foi a jogo no Maia Open (curiosamente o torneio em que conquistou a primeira vitória da carreira em quadros principais de Challengers).

A vitória de Nuno Borges foi a segunda do dia para um jogador português (antes, Pedro Sousa já tinha superado Gastão Elias) e a terceira do torneio, dado que na jornada anterior Gonçalo Oliveira também conseguiu passar por um dos cabeças de série.

Na segunda ronda do Lisboa Belém Open, o jogador da Escola de Ténis da Maia vai defrontar o brasileiro Guilherme Clezar (270.º), que depois de passar o qualifying venceu o francês Maxime Janvier por 7-6(8) e 6-2.

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