Gastão Elias: “Não jogo para voltar a 150.º, quero voltar aos Challengers e ATPs”

Beatriz Ruivo/Lisboa Belém Open

LISBOAGastão Elias perdeu o duelo de amigos frente a Pedro Sousa e em conferência de imprensa explicou as razões que tornaram o encontro complicado para ambos os jogadores portugueses, bem como o plano para o que resta da temporada e os objetivos que tem para os últimos anos da carreira.

“Hoje faltou um bocadinho de tudo. Faltou fazer menos erros, jogar melhor taticamente, colocar mais primeiros serviços e agressividade. E ao faltar tudo isto tens de correr mais e aí faltam as pernas. Foi um jogo horrível”, lamentou o ex-top 57 ATP.

“Estava muito nervoso e nenhum dos dois jogou bem. Era ver qual dos dois cometia menos erros e se mantinha fiel à tática de cada um. Foi um jogo muito complicado de se jogar porque nenhum de nós jogou o seu jogo, estávamos a jogar como achamos que o outro se incomoda mais e andámos os dois nisto o jogo todo. Ele mereceu ganhar, foi melhor e mais ofensivo — houve momentos em que me deixei ficar demasiado defensivo”, acrescentou Elias, que jogou apenas o segundo Challenger da temporada e o primeiro torneio da época em terra batida.

Na conferência de imprensa, o tenista português de 29 anos ainda se debruçou em maior detalhe sobre as dificuldades que os dois sentiram, fazendo até uma comparação com a rivalidade mais celebrada do circuito masculino em termos de encontros disputados: “Será sempre tenso jogar contra o Pedro, é muito difícil abstrair-me de quem está do outro lado da rede. O Djokovic e o Nadal já jogaram mais de 50 vezes um contra o outro, mas nós jogamos praticamente todos os dias desde os 12 anos, menos nestes últimos anos em que eu andei menos por cá. São muitas, muitas horas de treino, quer neste court, como naquele ali em cima e muitos outros. Não há milagres, é quem sofrer menos ganha. Nos treinos a qualidade é muito mais elevada, aí não há stress. Esses é que são bons de ver.”

Concluída a participação no Lisboa Belém Open, Gastão Elias vai jogar dois ITFs no Algarve — primeiro em Tavira, depois na Quinta do Lago — a caminho daquele que espera ser um regresso ao mais alto nível: “Não estou muito preocupado com o ranking, com tempo estou de volta aos Challengers e depois aos ATPs. Acredito plenamente nisso, não jogo para voltar a ser 150.º. Para isso não andava aqui a sofrer e a perder tempo, acredito que ainda posso fazer coisas bonitas.”

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