Entre o carro e o avião, Munar escolheu voar e aterrou no Lisboa Belém Open para conquistar o título

Beatriz Ruivo/Lisboa Belém Open

LISBOA — À procura de vitórias que lhe permitam recuperar a confiança, Jaume Munar optou por regressar ao circuito Challenger depois de dar muito trabalho a Stefanos Tsitsipas na primeira ronda de Roland-Garros (ganhou os dois primeiros sets, mas depois o grego recuperou), mas não o fez “em casa”: em vez de viajar até Alicante, onde se joga o outro torneio da semana, o espanhol embarcou rumo ao Lisboa Belém Open, onde defende o estatuto de primeiro cabeça de série.

“Todos os jogadores espanhóis foram de Barcelona para Alicante de carro, mas eu sou de Maiorca e voei para Barcelona, por isso não tinha carro, então era mais fácil apanhar outro voo e vir a Lisboa. Joguei aqui há dois anos, senti-me confortável e sempre me senti bem tratado pelos portugueses, por isso porque não? Sou espanhol, mas não sou daquelas pessoas que acham que o seu país é o melhor do mundo”, explicou depois de derrotar com facilidade o qualifier austríaco Sebastian Ofner (175.º).

Depois de uma época “com muito maus resultados”, Munar optou por “dar um passo atrás e começar do zero para recuperar a confiança e o nível que tinha antes e regressar ao top 100.”

E está satisfeito com o ténis que tem conseguido apresentar nas últimas semanas: “Tenho jogado muito bem desde este regresso a seguir à quarentena, tive quadros muito difíceis, mas joguei bem e é isso que quero continuar a fazer e que fiz hoje. Joguei bem, as condições aqui são boas e senti-me muito confortável em campo, por isso estou contente com a vitória.”

A treinar em Lisboa desde domingo, o espanhol de 25 anos assistiu na capital portuguesa à vitória em Roland-Garros do ídolo, compatriota e amigo Rafael Nadal — que há um par de anos o acolheu na academia topo de gama em Manacor.

“Vi a final e falei com ele depois do encontro. Ele é mais do que uma superestrela, não só para o ténis espanhol como para o mundo. Não sei se é o melhor de sempre ou não, mas é um dos e estou honestamente muito, muito feliz por ele e por poder partilhar tudo isto com ele. É um bom amigo e tenta ajudar-me ao máximo. Estou-lhe muito agradecido e acho que todos no mundo do ténis têm de estar agradecidos pelo Rafa, pelo Roger e também pelo Novak. São grandes campeões e exemplos”, acrescentou Munar, que na segunda ronda defrontará o croata Borna Gojo.

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