João Sousa cai na estreia em Roland-Garros com exibição desinspirada

A retoma do circuito internacional não está a ser fácil para João Sousa. Depois de ter conseguido as primeiras duas vitórias do ano em Roma, antes de averbar três desaires consecutivos, o tenista português despediu-se esta terça-feira de Roland-Garros logo na estreia, algo que sucedeu pelo terceiro ano consecutivo.

No reencontro com o eslovaco Andrej Martin (102.º), que liderava o frente-a-frente por 2-1 e por 1-0 em encontros no circuito ATP, o vimaranense teve uma exibição desinspirada e cedeu por 7-5, 6-1 e 6-2. Desta forma, Sousa continua sem conseguir vencer em quadros principais na presente época.

O melhor tenista português de todos os tempos esteve quase sempre em desvantagem ao longo da primeira partida. Apesar do equilíbrio notório entre os dois, Martin aproveitou-se de um jogo de serviço menos conseguido de Sousa para consumar o primeiro break e se adiantar por 3-1. O eslovaco colocou-se em boa posição para levar de vencida a primeira partida e chegou a servir a 5-3 para fechar o parcial. Nessa altura, o vimaranense assumiu a iniciativa nas longas trocas de bola e conseguiu devolver a quebra de serviço. O tiebreak parecia o desfecho mais provável para um primeiro set bem disputado de parte a parte, mas Sousa acabou por cometer três erros não-forçados que custaram caro: o português cedeu o serviço quando procurava o 6-6 e, consequentemente, o parcial.

Depois de um final de primeiro set atribulado, onde recebeu inclusive um warning por parte do juiz de cadeira, João Sousa teve um mau início na segunda partida. O número um nacional não conseguiu incomodar o adversário com a resposta e a maior variedade imposta por Martin no jogo valeu o break ao eslovaco, que voltou a adiantar-se por 3-1. Com muitas dificuldades na troca de bolas e em conquistar pontos com o segundo serviço, o tenista vimaranense voltou a ceder o serviço numa subida à rede que terminou com um volley para fora. Logo a seguir, Martin fechou um rápido segundo set, que durou apenas 29 minutos.

Numa exibição de profunda desinspiração, João Sousa voltou a ceder o serviço logo no arranque da terceira partida, num jogo onde colecionou mais alguns erros não-forçados. Visivelmente frustrado e até mesmo desesperado por não encontrar forma de dar a volta ao texto, Sousa continuou a ser o seu pior inimigo e a acumular erros sucessivos. O número um português cedeu um segundo break a Martin e, apesar de ter conseguido o contra break, voltou a perder o jogo de serviço de imediato. Como é seu apanágio, Sousa continuou a lutar até ao último ponto, mas não impediu que o adversário fechasse o encontro ao serviço e ao fim de uma hora e 52 minutos.

Arredado da competição individual, o jogador treinado por Frederico Marques prepara-se agora para cumprir a estreia no quadro de pares. Desta vez a competir ao lado do holandês Robin Haase, com quem une esforços pela primeira vez, o tenista português não terá uma tarefa nada fácil pela frente na eliminatória inaugural, uma vez que vai defrontar o australiano Jordan Thompson e o sueco Robert Lindstedt, ex-número três mundial da variante e detentor de 23 títulos, entre os quais o de campeão do Australian Open em 2014 (e três consecutivos de vice-campeão em Wimbledon, em 2010, 2011 e 2012).

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