Pela segunda vez consecutiva, Osaka e Azarenka encontram-se na final — agora no US Open

Primeiro em Nova Iorque, agora… Em Nova Iorque. Pela segunda vez consecutiva, Naomi Osaka e Victoria Azarenka têm encontro marcado numa grande final, esta a mais aguardada dos últimos meses: o US Open. As duas meias-finais eletrizantes que preencheram a madrugada desta sexta-feira privaram o Grand Slam norte-americano de uma final 100% “da casa”, mas colocaram na decisão as duas tenistas que mais convenceram ao longo da quinzena.

Campeã em 2018, Naomi Osaka voltou a carimbar o apuramento para a final com uma vitória por 7-6(1), 3-6 e 6-3 contra a surpreendente Jennifer Brady, norte-americana que brilhou no college e que atribui o crédito do sucesso recente (foi campeã em Lexington no primeiro torneio do regresso do circuito) ao inverno passado em Regensburg, na Alemanha, com o treinador Michael Geserer.

Na primeira de duas meias-finais eletrizantes, a tenista japonesa de 22 anos salvou o único break point do primeiro set e foi exímia no tie-break: com muita agressividade à mistura, venceu sete dos oito pontos disputados e ao fim de 52 minutos agarrou a liderança no marcador. Num frente a frente pautado pelo peso impresso em cada pancada, quer Osaka, quer Brady apostaram num estilo de jogo ofensivo para trilhar caminho e na segunda partida voltou a ser a jogadora da casa a criar a primeira oportunidade de break.

À segunda oportunidade, Brady não vacilou e com uma longa troca de bolas fez o break que lhe permitiu igualar o set no jogo seguinte, mas uma ligeira quebra na cadência de jogo custou-lhe um jogo de serviço logo no arranque da terceira partida. O quarto jogo acabou por revelar-se fundamental para o desfecho do encontro — e assim caiu a primeira de duas norte-americanas.

Depois, Victoria Azarenka somou mais um capítulo a uma retoma de sonho e derrotou Serena Williams por 1-6, 6-3 e 6-3 para chegar à final de um torneio do Grand Slam pela primeira vez desde 2013, ano em que perdeu a segunda final consecutiva em Flushing Meadows (em ambos os casos para a norte-americana).

Campeã do Western & Southern Open (transferido de Cincinnati para Nova Iorque) há duas semanas, a bielorrussa registou o 11.º triunfo consecutivo desde a retoma do circuito em grande parte graças ao espírito de sacrifício que a fez continuar em jogo depois de um primeiro set incontestável a favor da adversária.

Em busca do 24.º título em torneios do Grand Slam, Serena esteve a quatro jogos da vitória. Mas o break conseguido por Azarenka ao quinto jogo do segundo set alterou a tónica do encontro, cujo ascendente se alterou da noite para o dia: a partir daí, a jogadora natural de Minsk passou a dominar todos os momentos importantes e não só avançou tranquilamente para a vitória no parcial (ainda teve duas oportunidades para dilatar a vantagem com um segundo break), como foi rápida a distanciar-se no set decisivo.

A final de sábado será a terceira da carreira de Naomi Osaka (que tem um registo perfeito: venceu o US Open em 2018 e o Australian Open em 2019) e a quinta de Victoria Azarenka (campeã em Melbourne em 2012 e 2013 e vice-campeã em Nova Iorque nos mesmos anos). No frente-a-frente, a nipónica lidera por 2-1: venceu em Roma 2018 e Roland Garros 2019, mas perdeu o único encontro disputado em hard courts, no Australian Open 2016. E se tudo correr bem poderão, agora sim, estar frente a frente, depois da nipónica ter desistido, devido a lesão, antes de entrar em campo para jogar a final do Western & Southern Open.

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