Das multas ao novo campeão: as implicações da desqualificação de Novak Djokovic

Novak Djokovic foi desqualificado do US Open depois de atingir a garganta de uma juíz de linha com uma bola, um gesto que deixou o mundo do ténis em choque e que tem consequências imediatas no torneio do Grand Slam norte-americano.

A desqualificação significa automaticamente a perda de todo o prize-money (250 mil dólares) relativo à chegada à quarta ronda. E porque decidiu não comparecer na conferência de imprensa obrigatória após o encontro, o número um do mundo deverá ser penalizado em mais 20 mil dólares.

Em circunstâncias normais, Novak Djokovic também perderia os 180 pontos ligados a esta fase do torneio, mas as novas regras do circuito jogam, neste caso, a seu favor: por causa da longa interrupção do calendário tenístico devido à pandemia, os tenistas contarão para o ranking a melhor pontuação de cada torneio realizado nos segundos semestres de 2019 e 2020, uma decisão que lhe permite manter precisamente os 180 pontos que conquistou há um ano.

Em relação ao torneio, a desqualificação de Novak Djokovic garante, desde logo, a coroação de um campeão inédito: é que o tenista natural de Belgrado era o único entre os tenistas ainda em prova a contar com um título em torneios do Grand Slam no currículo (17, no caso), pelo que o episódio deste domingo abriu caminho para uma festa sem igual no próximo fim de semana.

Sendo assim, dentro de oito dias um jogador entre Pablo Carreño Busta, Denis Shapovalov, David Goffin, Borna Coric, Jordan Thompson, Alexander Zverev, Matteo Berrettini, Andrey Rublev, Frances Tiafoe, Daniil Medvedev, Vasek Pospisil, Alex de Minaur, Félix Auger-Aliassime e Dominic Thiem passará a ter no currículo o tão desejado troféu.

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