Do transporte especial às traseiras, como é viver na “bolha dentro da bolha” no US Open

Faltavam poucas horas para o US Open começar quando a United States Tennis Association confirmou um teste positivo à covid-19 entre os jogadores. Benoit Paire, que desistiu por indisposição do Western & Southern Open, no mesmo recinto, foi imediatamente isolado, mas os jogadores que estiveram em contacto próximo receberam autorização para competir mediante a aceitação de um novo protocolo e medidas de segurança reforçadas — que incluem a realização de um teste todos os dias

O compatriota Adrian Mannarino foi um deles e depois de passar com sucesso pela eliminatória inaugural (derrotou o italiano Lorenzo Sonego, em quatro sets) contou como é viver na “bolha dentro da bolha” em Flushing Meadows: “Temos alguém a acompanhar-nos a toda a hora. Não estamos autorizados a andar pelo recinto e temos de ficar isolados num sítio específico, por isso o torneio deu-nos [a cada um] uma suíte, tal como aos cabeças de série. Temos de lá ficar e não estamos autorizados a ir à varanda assistir aos encontros no court central.”

Para além das medidas básicas, como a obrigatoriedade de utilizar máscara em todas as zonas do recinto à exceção dos momentos em que está em court, o tenista gaulês revelou que este grupo de jogadores tem “um transporte especial”: “Não podemos estar em contacto com ninguém, por isso temos de ir pelas escadas quer no recinto, quer no hotel — e o meu quarto é no sétimo andar, por isso tenho de subir imensas escadas. Quando lá chegamos temos de usar a porta das traseiras e não estamos autorizados a sair do quarto, por isso encomendamos comida pelo serviço de quartos ou pela uber eats. No recinto temos uma app para pedir e recebemos a comida diretamente na suíte.”

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