Vale e a final com Borges: “O respeito deve estar sempre presente, mas a admiração fica fora do campo”

Beatriz Ruivo/FPT

FIGUEIRA DA FOZ — Com o circuito universitário norte-americano interrompido devido à pandemia do novo coronavírus, Duarte Vale regressou a Portugal e, agora que o ténis competitivo voltou, está de volta às vitórias. A última delas foi conquistada este sábado, para aceder à final do torneio do Circuito Sénior FPT que se joga na Figueira da Foz, e deixou o jovem de 21 anos aliviado.

“Estava nervoso, portanto para além de contente estou aliviado. Normalmente quando entro em court os nervos vão-se, mas quando paro para pensar aparecem, especialmente quando há uma pausa no jogo”, começou por revelar depois de derrotar Luís Faria num encontro que esteve interrompido durante mais de uma hora, devido a uma curta tempestade.

“Tive tempo para parar e pensar no que é que queria fazer e usei os nervos de uma maneira positiva. Voltei a jogar muito melhor do que estava a jogar antes da pausa e acho que [sem ela] teria sido mais difícil. Fui o jogador que beneficiou mais com a pausa, porque ele estava a melhorar e eu não estava a conseguir encontrar o meu nível”, reconheceu Duarte Vale, que para além do ténis também tem impressionado pela atitude e discursos positivos.

“Disse a mim mesmo que tudo o que saía da minha boca ia ser positivo, quer em relação ao adversário, com um ‘bem jogado’, quer para mim. Tentei estar sempre a motivar-me e isso ajudou muito. Dizer as coisas em voz alta cria uma boa energia e eu acredito plenamente nisso. O nível varia de dia para dia e no desporto há poucas coisas que podemos controlar, mas a forma como respondemos aos erros e lidamos connosco são duas delas e não há razão nenhuma para eu me queixar ou ir abaixo. É aí que digo que gosto de ser o melhor possível”, acrescentou o jogador da University of Florida, que em Portugal representa o Clube de Campo Quinta da Moura.

Na grande final de domingo, Duarte Vale vai medir forças com Nuno Borges, outro jogador que brilhou — e de que maneira — no circuito universitário dos EUA, onde chegou a liderar o ranking nacional. “Adoro ver os outros jogadores portugueses e admiro-os sempre que têm bons resultados. Tenho respeito pelo Nuno e pelos resultados que teve, mas acredito muito nas minhas capacidades e por isso o respeito estará sempre presente, mas a admiração fica fora do campo.”

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