Francisca Jorge faz o pleno de finais em torneios do Circuito Sénior FPT

Beatriz Ruivo/FPT

FIGUEIRA DA FOZ — Primeiro na Vale do Lobo Tennis Academy, depois no Lisboa Racket Centre e agora no Tennis Club da Figueira da Foz: Francisca Jorge qualificou-se, na manhã deste sábado, para a terceira final em três torneios do novo Circuito Sénior da Federação Portuguesa de Ténis — isto já depois de se ter sagrado campeã do Open de Oeiras, na semana que marcou o regresso do ténis competitivo a Portugal.

Frente a frente com Ana Filipa Santos (1141.ª WTA) pela primeira vez, Francisca Jorge (579.ª) triunfou por 6-3 e 6-1 para somar a 14.ª vitória nos 15 encontros realizados desde o regresso à competição.

No entanto, o encontro foi mais equilibrado do que o resultado faz transparecer: sete dos 16 jogos disputados foram a vantagens e em muitos deles Santos teve oportunidade de somar mais jogos ao marcador, bem como em vários jogos de serviço em que foi a primeira a adiantar-se, mas acabou por claudicar nos momentos decisivos e desperdiçar a possibilidade de tornar o duelo mais nivelado.

No final, Francisca Jorge reconheceu que “o resultado não diz o que foi o jogo, porque só mostra quatro jogos para o lado dela quando houve muitos que foram a vantagens e em que ela podia ter fechado, mas acho que joguei para ganhar e mereci a vitória. Houve momentos mais sofridos, mas consegui ultrapassá-los. Um dos meus objetivos para hoje era estar mais positiva durante o encontro, porque ontem [no último encontro da fase de grupos] tive momentos em que me critiquei muito e isso apoderou-se da minha cabeça. Hoje estive melhor, tive mais discernimento.”

Na grande final, Francisca Jorge vai encontrar a vencedora do encontro entre Maria Inês Fonte (colega de treinos no Centro de Alto Rendimento da Federação Portuguesa de Ténis e que derrotou para ganhar o Open de Oeiras) e Inês Murta, com quem dividiu os troféus de campeã das duas primeiras etapas do Circuito Sénior FPT.

“Independentemente da adversária sei que vai ser um jogo duro. Com a Inês Fonte estou habituada a treinar e as emoções são diferentes, mas qualquer uma das ‘Ineses’ está a jogar bem. Vou tentar avaliar pequenos pormenores que ainda não apanhei, mas sei que tenho de desfrutar do jogo, dar o meu máximo e tentar fazer as coisas bem. Preciso de jogar solta, mais livre e não pensar tanto no resultado, mas sim no processo e na evolução. É muito fácil dizer isto quando se está cá fora, depois de uma vitória, mas é aquilo em que me vou focar para tentar tomar ainda mais a iniciativa e jogar bom ténis.”

Última atualização às 12h40.

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