Depois de Loulé, Lisboa: Uma quinzena para a história

Beatriz Ruivo/FPT

Ser o melhor há vários anos consecutivos tem (muitas) vantagens, mas também desvantagens. Uma delas é o tempo passado a dar a volta ao globo terrestre sem regressar a casa e é isso que faz desta uma quinzena tão especial para o melhor tenista português de todos os tempos: quando pisar o court central do Lisboa Racket Centre na tarde de quinta-feira, João Sousa estará a competir pela segunda semana consecutiva em solo nacional.

Para encontrar semelhante acontecimento na carreira do jogador natural de Guimarães é preciso recuar até 2009, ano em que o então número 498 do ranking mundial masculino participou em dois torneios ITF: primeiro no Porto, onde perdeu na primeira ronda com Florian Reynet (794.º), e depois em Espinho, onde chegou aos quartos de final e caiu perante Benoit Paire — naqueles tempos 430.º na tabela.

Sendo a aposta no circuito internacional uma “não-questão” (logicamente, é por lá que passam os planos de João Sousa e restantes tenistas profissionais assim que a pandemia seja ultrapassada), dificilmente o “Conquistador” voltará a ser visto em ação por duas semanas consecutivas em Portugal, um dado que acrescenta ainda mais valor e mediatismo ao novo Circuito Sénior da Federação Portuguesa de Ténis.

Antes de participar nas etapas de Loulé (Vale do Lobo Tennis Academy) e Lisboa (Lisboa Racket Centre), João Sousa tinha como última aparição em provas do calendário nacional da Federação Portuguesa de Ténis a campanha dourada que o coroou como campeão nacional absoluto em 2017, na Beloura — e que na altura marcou o regresso a torneios deste género pela primeira vez em 12 anos.

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