17 de junho, o novo “Dia D” para o ténis internacional em 2020

Por esta altura o suspense já é pouco ou nenhum, mas ainda falta o anúncio oficial: ao que tudo indica, o US Open vai mesmo para a frente nas datas previstas e os circuitos regressam já no mês de agosto em pleno território norte-americano, apesar da grande maioria dos jogadores do top 100 mundial masculino ser contra este planeamento.

A informação começou a ser avançada ainda no domingo e foi entretanto confirmada por membros da United States Tennis Association (USTA) à ESPN, o canal que detém os direitos de transmissão do torneio do Grand Slam norte-americano.

Horas depois, o canadiano Vasek Pospisil — um dos membros do Conselho de Jogadores — confirmou a decisão aos colegas do top 100 mundial através da já famosa conversa no WhatsApp, pelo que falta apenas um “ok”: o das autoridades locais, que deverá chegar na quarta-feira e sem problemas, uma vez que desde o início o Mayor Bill de Blasio afirmou ser a favor do regresso do desporto ao mais alto nível desde que em segurança (isto é, sem público nas bancadas e muitas outras medidas necessárias para evitar a propagação do vírus).

No caso do ténis, as restrições deverão incluir o alojamento de todos os jogadores no mesmo hotel, junto ao aeroporto e às instalações do US Open, de onde só poderão circular para o torneio, e a limitação a um acompanhante por tenista.

Há, no entanto, várias questões por resolver, como a alocação de pontos (uma vez que os quadros serão reduzidos — fala-se até da eliminação do qualifying) e a obrigatoriedade de disputar o evento.

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