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Federação quer “criar condições para que os atletas não sintam necessidade de ir para fora”

Com o ténis a dar os primeiros passos da Fase 4 do Plano de Retoma de Atividade, a Federação Portuguesa de Ténis (FPT) assume a vontade de “regressar logo que possível à competição” e tem objetivos definidos para segurar e atrair jogadores para o país ao invés de os ver sair para outros programas internacionais.

Ao Sapo 24, o presidente Vasco Costa repetiu a intenção de organizar três provas com um prize money “fora do normal” para colmatar a suspensão dos circuitos mundiais e “dar ritmo aos atletas de Alto Rendimento e aos melhores tenistas nacionais” enquanto a pandemia do novo coronavírus não permite o regresso dos eventos ITF, ATP e WTA.

E também contou que é vontade da FPT “ter mais do que 30 provas internacionais” a acontecer no país, aumentando não só o número de torneios ITF, mas também do ATP Challenger Tour (que para 2020 tinha paragens previstas em Lisboa, Braga e Maia — a única que ainda não foi suspensa).

Para além deste, a Federação Portuguesa de Ténis tem um outro desejo já conhecido: o de transformar o Centro de Ténis do Jamor, em Oeiras, “num dos melhores complexos da Europa”.

Para isso, a FPT — que no final de 2018 assumiu a gestão do centro — sabe que terá de “o dotar de condições que não tem”, como “courts cobertos em terra batida e courts de piso rápido ao ar livre”, mas também “espaço para salas de jogadores, de conferências e de reuniões.”

Os objetivos da Federação são “criar condições para que os atletas não sintam necessidade de ir precocemente treinar para Academias fora de Portugal” e atrair jogadores internacionais. “Ainda estamos fechados para dentro. Daqui a três anos teremos um CAR ao estilo academia, das melhores do mundo em termos de jogadores. E os tenistas emergentes podem vir para aqui. O Pedro Sousa está aqui no Centro de Alto Rendimento do Jamor. O Tiago Cação regressou a Portugal. Temos de criar condições de treino para jogadores a nível mundial. O que falta é a quantidade de jogadores. Um João Sousa treina numa academia em Espanha e consegue treinar com vários jogadores de top 50.”

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a histórias, a recordes. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais — por isso depois chegaram o padel, o ténis de mesa e o squash. E assim cá estamos, no Raquetc ("raquetecétera"). Como escreveu Pessoa, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."