Presidente da FFT repete: “Roland-Garros vai acontecer” (e de preferência com algum público)

Superados os efeitos secundários (e inevitáveis) da decisão de adiar o torneio para o final do mês de setembro, a Federação Francesa de Ténis (FFT) está focada em organizar a edição de 2020 do torneio de Roland Garros e essa intenção voltou a ser reafirmada esta segunda-feira.

Num direto na plataforma Twitch com o compatriota Gael Monfils, o presidente Bernard Giudicelli garantiu que a entidade está “a preparar tudo” para que o torneio — fundamental para as contas e bem-estar da FFT — vá para a frente nas datas previstas, isto é, de 27 de setembro a 11 de outubro.

Com algum humor à mistura, o responsável máximo pela federação gaulesa disse mesmo que “vamos organizar Roland-Garros para que o possas ganhar”, antes de abordar, novamente com mais seriedade, a edição deste ano do único Grand Slam organizado em terra batida.

“Há várias opções em cima da mesa, mas a que preferimos é fazer Roland-Garros acontecer com o máximo de público possível. Não temos muito carinho pela ideia de jogar à porta fechada, e com a ampliação das instalações e todas as medidas de segurança conseguimos imaginar o torneio a acontecer com algum público nas bancadas. Mas vamos adaptar-nos às diretrizes do governo, que é quem tem a última palavra”, esclareceu Giudicelli, que nos últimos anos foi vastamente criticado por jogadores e fãs franceses por ter sido um dos principais nomes a favor das reformas à Taça Davis.

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a histórias, a recordes. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais — por isso depois chegaram o padel, o ténis de mesa e o squash. E assim cá estamos, no Raquetc ("raquetecétera"). Como escreveu Pessoa, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."