Zverev prefere “jogar sem espetadores do que não jogar de todo”

O alemão Alexander Zverev foi um dos atletas que mais sofreu com a paragem forçada da temporada, tendo em conta os resultados que vinha a apresentar. Em janeiro, o tenista de 23 anos tinha alcançado as primeiras meias-finais da carreira num Grand Slam, na Austrália.

“Senti que estava a jogar realmente bem, muito perto do topo de um Grand Slam“, afirmou o atleta, numa entrevista concedida à dpa via telefone, uma vez que Zverev se encontra na Florida. “O meu serviço estava a ficar cada vez melhor e sentia-me muito confortável em court. Para além disso, não tinha muitos pontos para defender. Por isso claro que é chato, porque podia ter subido imensos lugares no ranking. Mas existem coisas mais importantes nesta altura”, disse.

Com Wimbledon cancelado, Roland Garros adiado para setembro e com o US Open ainda com futuro incerto, o sétimo classificado do ranking mundial poderá ter que esperar para chegar ao patamar seguinte nos torneios de maior categoria. “Penso que o ATP tem de ver o que é possível e em que altura. Se não der nos Estados Unidos, talvez dê na Europa, onde estão um pouco mais avançados. Talvez tenham de fazer torneios lá”, acrescentou.

Para Alexander Zverev, jogar sem adeptos não seria um problema. Aliás, o problema em reatar a modalidade está nas viagens, de acordo com o germânico. “No fim de contas eu preferia jogar sem espetadores do que não jogar de todo. Seria uma pena mas, se fosse mais seguro, porque não? O maior problema é que temos de viajar por todo o Mundo. Acho que as restrições nas viagens são o maior problema que temos no ténis”, concluiu.

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