Andy Murray prevê que “o ténis será um dos últimos desportos a voltar à normalidade”

Andy Murray não está otimista em relação a um regresso do ténis internacional nos próximos meses, porque apesar de se tratar de um desporto em que o distanciamento entre os protagonistas não é um problema, a natureza global é um obstáculo à normalidade.

“Ficaria muito surpreendido se o ténis regressasse em setembro porque temos jogadores, treinadores, equipas a viajar de todas as partes do mundo para um torneio”, apontou o tenista britânico em entrevista à CNN.

No entanto, o ex-número 1 do mundo está “mais do que pronto” a jogar na terra batida se se tornar possível um regresso dos circuitos em setembro, nomeadamente com o torneio de Roland Garros, até porque quando o ténis foi interrompido estava praticamente preparado para voltar à competição.

“Foi um timing infeliz porque eu estava a treinar para estar pronto a regressar em Miami, que ia ser um bom teste”, acrescentou o britânico, que na mesma entrevista reforçou ser necessário ajudar financeiramente os jogadores em maiores dificuldades. “Têm havido alguns movimentos e mudanças nos últimos anos mas não são suficientes. Se olharmos para o cheque que é entregue a um campeão de um Grand Slam ronda os 4 milhões de dólares. Esse dinheiro não podia ser distribuído de uma forma melhor, talvez nas primeiras rondas, ou nos qualifyings ou até para ajudar a crescer os torneios mais pequenos?”

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