A batalha de Cori Gauff contra a depressão: “Pensei em descansar um ano”

Mostrou-se ao mundo no verão passado com uma caminhada até à quarta ronda de Wimbledon, então com apenas 15 anos. Mas para Cori Gauff, que completou o 16.º aniversário no passado mês de março, nem tudo foi um mar de rosas até se assumir como uma das maiores promessas do ténis norte-americano e a depressão foi a adversária mais dura da carreira da jovem até ao momento.

“Mesmo antes de Wimbledon, na altura de 2017/2018, sentia que não tinha muitos amigos ao meu lado, mesmo que tivesse”, escreveu a jovem na plataforma Behind the Racquet, onde vários tenistas partilham as suas histórias. O momento foi tão negativo que Gauff chegou mesmo a pensar pousar a raquete por uns tempos.

“Chegou tão longe que pensei em descansar um ano e focar-me apenas na vida. Não o ter feito foi, obviamente, a melhor escolha mas estive muito perto de não tomar essa direção. Estava perdida, confusa e a pensar sobre se isto [o ténis] era o que eu queria ou o que outros queriam para mim”, disse.

Depois de “muitos momentos sentada, a pensar e a chorar”, Cori Gauff encontrou a luz ao fundo do túnel. “Saí mais forte dessa situação e a conhecer-me melhor do que nunca. Toda a gente me pergunta como é que me sinto calma no court e eu acho que é porque aceitei aquilo que sou depois de ter superado momentos difíceis na minha vida. Agora, quando estou no court, estou apenas agradecida por poder ali estar”, afirmou a 49.ª classificada do ranking WTA.

Daniel Sousa
Adepto do desporto em geral mas com especial carinho pela "bolinha saltitona". O bichinho surgiu ainda Rafael Nadal não tinha mangas e não mais saiu. Chegada a oportunidade do Raquetc, juntamente com a minha ambição de ser jornalista, foi fácil aceitar juntar-me à equipa.