“O ténis é o desporto mais seguro e pode e deve voltar o mais rápido possível”, dizem italianos

Itália continua a ser um dos países mais afetados do Mundo pelo novo coronavírus mas é daquele país que chegam algumas das vozes mais otimistas em relação ao regresso do ténis — tanto ao nível nacional como internacional.

Ángelo Binaghi, o presidente da Federazione Italiana Tennis (FIT), afirmou esta terça-feira que o ténis é “o desporto mais seguro em termos de saúde, por isso não podem tratar-nos como um desporto de equipas, contacto ou indoor. O ténis pode e deve recomeçar o mais rápido possível”.

Na entrevista ao Corriere della Sera, o dirigente italiano referiu que “durante um ou dois anos nada vai ser como antigamente” e desenvolveu sobre as medidas que podem ajudar o ténis a tornar-se num dos primeiros desportos a ser retomado: “Vamos ter de ser flexíveis e inovar. Os jogadores vão ter de apanhar as próprias bolas e as toalhas, vão voltar aos tempos do Pietrangeli [histórico jogador dos anos 50], em que no court entram os jogadores e os treinadores. O público entrará ordenado em filas, ficará sentado com distância de segurança e haverá máscaras e gel desinfetante para todos.”

E nem a globalidade que é apontada por muitos como o principal obstáculo ao retorno do ténis internacional tira o sono a Ángelo Binaghi, que tem várias soluções para a realização do Internazionali BNL d’Italia — fundamental para o bem estar da FIT e desenvolvimento do ténis no país — ainda este ano.

“Podemos jogar os internacionais em Roma durante setembro ou outubro [antes ou depois de Roland Garros] ou como backup em Cagliari, no mês de novembro, ou Milão em piso rápido no mês de dezembro. Possivelmente dividir as mulheres e os homens entre Milão e Turim, com as finais num único recinto, naquela que seria uma bela união entre duas cidades severamente abatidas pelo vírus. Para ser um torneio internacional também estamos disponíveis para o organizar à porta fechada”, referiu.

E os planos não se ficam por aqui: já com contrato com a Associação dos Tenistas Profissionais (ATP) para organizar o ATP Finals em Turim a partir de 2021, a Federazione Italiana Tennis também se disponibilizou para se chegar à frente e organizar a edição deste ano do torneio caso Londres não o consiga fazer. Tal como Itália, também o Reino Unido está a ser fortemente afetado pelo coronavírus e no caso da capital britânica adiar o torneio não é tarefa fácil, uma vez que a O2 Arena já tem as restantes datas ocupadas.

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