França e Espanha planeiam circuitos internos se o ténis internacional não voltar no verão

Com o Mundo em suspenso devido à pandemia de coronavírus, duas das maiores potências do ténis europeu já preparam soluções para o caso (cada vez mais provável) do ténis internacional não voltar a tempo do verão, nos Estados Unidos da América.

Em Espanha, segundo avançou a MARCA na última semana, a ideia está a ser pensada pela Real Federación Española de Tenis (RFET) e passa por criar um circuito interno de oito a 10 torneios no qual possam participar os melhores jogadores do país — incluindo, claro, os tenistas que fazem parte do top 100 mundial.

Em França, o projeto parece está a ser liderado por Thierry Ascione, treinador de Jo-Wilfried Tsonga e um dos responsáveis pelo ATP 250 de Lyon. Os gauleses querem reunir no sul do país os melhores tenistas do país para um “verão de terra batida” antes do torneio de Roland Garros, que foi adiado para o final do mês de setembro. “Estamos a tentar criar um circuito e apoiar aqueles que mais precisam. Falei com vários jogadores e todos estão interessados e é claro que vamos falar com a Federação sobre este projeto”, revelou ao jornal L’Équipe.

A premissa dos dois países é a mesma: com a globalidade que faz do ténis um desporto tão único a ser um dos maiores obstáculos ao recomeço dos circuitos internacionais, o regresso dos circuitos nacionais é muito mais plausível por não implicar a abertura de fronteiras e interações entre jogadores (e todos os restantes envolvidos na organização de um evento) de vários países.

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