Australian Open é só em janeiro mas já estuda a possibilidade de acontecer sem público

Numa altura em que o regresso do ténis internacional em 2020 ainda é uma incógnita e muitos torneios têm o futuro em risco, o Australian Open já estuda várias possibilidades para a edição do próximo ano e uma delas envolve a ausência total de espetadores.

A revelação foi feita ao The Age por Craig Tiley, o Presidente da Tennis Australia e diretor do Happy Slam. “Há muita incerteza em relação ao que vai acontecer no próximo mês, quanto mais em relação aos oito meses seguintes. Esta situação extraordinária exige um esforço extra de planeamento que nos faz explorar um vasto leque de opções.”

Uma delas é a possibilidade de em 2021 o Australian Open — que este ano se tornou no torneio de ténis com maior assistência em toda a história (foram 812.174 espetadores) — se jogar à porta fechada. “Se os ajuntamentos de grandes grupos continuarem a não ser permitidos ou muito restritos, estamos a olhar para a possibilidade de organizar um evento para as televisões.”

Outro cenário que preocupa os responsáveis pelo primeiro torneio do Grand Slam do ano é a possibilidade de as medidas de prevenção impostas ainda requererem uma quarentena obrigatória a quem chega ao país na altura em que o evento acontecer. “São apenas dois dos muitos cenários que temos de examinar”, referiu Tiley, que no início de 2020 teve de lidar com os incêndios devastadores que chegaram a colocar o torneio em alerta.

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