Em quarentena, João Sousa fala da “pressão de alguns torneios” à ATP e do famoso grupo no WhatsApp

De regresso a Guimarães para cumprir a quarentena em casa dos pais, João Sousa falou com a agência Lusa sobre vários assuntos que têm marcado este período de interregno no Mundo e no ténis, entre os quais o estado do circuito masculino e um já famoso grupo no WhatsApp.

“Tenho feito quarentena em casa dos meus pais, tem sido uma experiência diferente. Não sair de casa tem sempre os seus prós e contras, mas temos lidado bem com a situação e acredito que vai correr tudo bem”, referiu o melhor tenista português de todos os tempos, que no final da última semana também falou com o jornal A BOLA sobre o regresso forçado a casa e a forma como definiu um plano de manutenção para os próximos tempos.

A viver “uma situação atípica”, João Sousa relembrou que “todos temos de tomar as medidas necessárias para que esta pandemia seja controlada e confiar nas pessoas que efetivamente sabem o que estão a fazer” e não escondeu que a pausa do circuito tem, neste momento, vantagens e desvantagens.

“Por um lado, recuperar a 100% desta lesão é bom. Por outro, como já estava quase a 100% e já me estava a sentir a voltar a jogar a um bom nível, foi mau porque deixei de competir.”

Com o ténis mundial em suspenso, o número 66 do ranking ATP também foi questionado sobre a possibilidade de surgirem apoios para os jogadores. “A ATP não referiu nada quanto a medidas que possam ajudar monetariamente os jogadores. Para já não existe nenhuma informação sobre isso. Sei, pelo grupo de jogadores, que também a ATP está a ter alguma pressão de alguns torneios, que foram cancelados, para receberem uma indemnização.”

“Obviamente que se existisse alguma compensação monetária seria ótimo. No caso de não haver, temos simplesmente de aceitar e tentar voltar o mais rapidamente possível à competição”, completou, antes de abordar o grupo de jogadores no WhatsApp que entretanto se tornou famoso — em grande parte devido aos comentários dos Big Three (Roger Federer, Rafael Nadal e Novak Djokovic).

João Sousa contou que desse grupo fazem parte “cerca de 100 jogadores” que discutem “algumas medidas” para o ténis mundial. “Tem sido bom para estarmos a par da atual situação e, portanto, tem-se falado de várias coisas. Neste momento, nenhum de nós sabe muito bem como é que a ATP vai lidar com esta situação, mas cada um contribui com a sua ideia e tentamos ver, em conjunto, qual é a melhor medida a partir de agora para que o circuito volte à normalidade.”

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