Semana perfeita confirma Monfils como um dos melhores franceses (de agora… e de sempre)

Um, dois, três. Se há palco em que Gael Monfils se dá bem é o Open Sud de France e a confirmação chegou este domingo, com a terceira vitória do carismático tenista gaulês no ATP 250 de Montpellier. Foi uma semana praticamente perfeita que para além de o tornar num verdadeiro mestre da arte de vencer no Sul de França confirma o lugar de “La Monf” entre os melhores franceses da história.

Na grande final, o número nove do mundo derrotou Vasek Pospisil por 7-5 e 6-3 para fazer as delícias do público da casa.

Foi a segunda final do canadiano no circuito ATP e a primeira desde 2014. Como lhe é característico, tentou vencer com um ténis ofensivo e foi 30 vezes à rede, dando-se bem em 24 das ocasiões. Foi quebrado duas vezes e por duas vezes com passing shots do jogador da casa, que salvou quatro pontos de break.

E se este triunfo fez dele o sexto tenista francês com mais títulos de singulares na história do circuito masculino, mais impressionante ainda é o registo alcançado na véspera: Monfils tornou-se no terceiro jogador no ativo a alcançar pelo menos uma final de torneios ATP em 16 anos consecutivos. Os outros? Rafael Nadal, também há 16 épocas seguidas, e Roger Federer, que pode chegar às 21 caso jogue um encontro decisivo este ano (Novak Djokovic vai nos 15 anos e John Isner é o outro jogador no ativo a fazê-lo em pelo menos 10 anos).

Um percurso de altos e baixos e sobretudo um fraco aproveitamento de finais (com este título passa a ter um registo de 9-21) impediram Monfils de ganhar maior protagonismo num desporto em que tem tudo para singrar, ou não fosse ele um dos maiores artistas do circuito e sempre um dos mais procurados pelos fãs — que levam a audiências, que levam a fontes de receita, enfim, a fórmula já é conhecida por todos…

É a carreira com que grande parte dos que com que ele se cruzam sonham ter. Mas que a ele poderá trazer mágoas sempre que olhar para as entrelinhas do que fez e ficou por fazer.

Mas mesmo entre tantos sobressaltos (muitos deles físicos) o parisiense de 33 anos conseguiu deixar o seu rasto graças a diferentes períodos de tempo recheados de sucesso, como aquele que no final de 2016 o levou ao sexto lugar do ranking ou as três finais de Masters 1000 que já disputou, e o último ano tem-no prendado com mais regularidade e o reencontro com os momentos de maior felicidade.

Saído de Montpellier com o terceiro título, parte para Roterdão com o objetivo de defender o troféu conquistado há um ano. O primeiro adversário? João Sousa.

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