Neuza Silva: “Fiquei surpreendida com a Clara Tauson, já é de outro patamar”

A seleção nacional feminina de ténis perdeu pelo segundo dia consecutivo no Grupo II da Fed Cup e só uma prestação perfeita na última jornada da fase de grupos evita que Portugal jogue o play-off de despromoção.

Neuza Silva, a capitã da equipa nacional, reconheceu que depois de uma boa entrada contra o Egito, na véspera, esta foi “uma jornada desequilibrada”.

“Surpreendeu-me sobretudo o nível que a Clara Tauson [ex-número um mundial de juniores que já é a 261.ª] apresentou. Já tinha ouvido falar dela e a Inês já a tinha defrontado no ano passado mas já é de outro patamar, de outro campeonato — é uma jogadora com muito potencial. Mas acho que a ‘Kika’ não acreditou que podia jogar mais de frente com ela, entrou um bocadinho receosa mas sem dúvida que o mérito foi da adversária”, reconheceu sobre o singular que a nova estrela da Dinamarca venceu contra a número um portuguesa, Francisca Jorge.

Sobre o regresso de Inês Murta à variante de singulares, Neuza Silva não escondeu que “esperava um bocadinho mais mas ela não se conseguiu impor nem adaptar e cometeu muitos erros não forçados.”

A capitã portuguesa contou que lançou a algarvia a jogo porque na véspera “a Maria Inês Fonte lesionou-se durante o segundo set e por precaução não a coloquei. Amanhã de manhã vai fazer uns testes com o fisioterapeuta”.

Quinta-feira é o último dia destinado à Pool B e para ainda conseguir marcar presença no play-off de promoção Portugal precisa de vencer a Finlândia por 3-0. Qualquer outro resultado empurra a seleção nacional para o play-off de despromoção.

“É uma equipa com duas boas jovens jogadoras nos singulares, que já conheço bem porque costumam ir a Portugal jogar torneios ITF e já defrontaram as nossas em pares. Tudo é possível e temos de elevar outra vez o nosso nível para vencer”, concluiu Neuza Silva.

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