Neuza Silva: “Este ano as equipas estão mais equilibradas e tudo pode acontecer”

Neuza Silva acompanhada dos restantes capitães de equipa do Grupo B

A seleção nacional feminina de ténis viajou para Helsínquia no domino e começa a disputar o Grupo II da Zona Europa/África da Fed Cup já esta terça-feira, frente ao Egito. Neuza Silva, a capitã da equipa, reforçou ao Raquetc que tudo é possível e deixou boas indicações sobre as jogadoras portuguesas.

“Vamos começar contra o Egito, que é a equipa que tem jogadoras melhor classificadas, já bastante experientes e muito rodadas no circuito. A Dinamarca tem uma jogadora muito jovem mas com muita qualidade, que foi número um mundial de juniores há um ano, e depois temos a equipa da casa, que eu conheço bastante bem e que também tem duas jogadoras novas com qualidade”, referiu numa breve análise ao Grupo B.

Depois de representar Portugal como jogadora em 23 eliminatórias (venceu nove encontros em singulares e nove em pares), Neuza Silva parte para a quinta época a liderar o conjunto das quinas e considerou que “este ano as equipas estão mais equilibradas e tudo pode acontecer, mesmo amanhã.” Francisca Jorge, Inês Murta, Maria Inês Fonte e Matilde Jorge foram as tenistas convocadas.

Para a setubalense, destacam-se dois países e Portugal conseguiu fugir aos dois — “a Geórgia, que tem duas jogadoras muito acima da média [Mariam Bolkvadze e Ekaterine Gorgodze, respetivamente 165.ª e 195.ª], e a Tunísia, que tem a Ons Jabeur que está a jogar muito bem” [esta segunda-feira subiu ao 45.º lugar como resultado da excelente campanha no Australian Open, em que foi quartofinalista].

Sobre a adaptação à superfície de Helsínquia (piso rápido indoor) e o estado da equipa Neuza Silva também deixou boas indicações: “Os campos são mais lentos do que os nossos, no Jamor, por isso são bastante confortáveis. Elas estão todas bem, ontem foi sobretudo um dia de viagem mas hoje treinaram muito bem, estão muito dedicadas e presentes e a equipa está toda preparada.”

A seleção nacional vai iniciar a participação no Grupo II às 15h locais, menos duas em Portugal Continental, contra o Egito. Só no final da eliminatória (que como todas as outras arranca com o singular entre as segundas melhores classificadas de cada país, continua com o duelo entre as melhores jogadoras e termina com o par) se saberá se quarta-feira é dia de defrontar a Dinamarca ou a Finlândia.

Para alcançar o objetivo da manutenção, Portugal tem de ficar num dos dois primeiros lugares do Grupo B (que dão direito a disputar o play-off de promoção) ou vencer o play-off de despromoção que está destinado às seleções que terminem nas terceira e quarta posições.

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