Rublev soma quarta vitória em singulares e Rússia fica à porta da final da Taça Davis

Kosmos Tennis

Quando Daniil Medvedev anunciou a desistência das Davis Cup Finals devido à fadiga extrema, a Rússia perdeu automaticamente favoritismo (e muito) na luta pelo título. Mas Andrey Rublev chegou-se à frente e seis dias depois já soma quatro vitórias em quatro encontros de singulares, a última delas alcançada este sábado para dar ao país a liderança na meia-final contra o Canadá.

No “choque” entre duas equipas que se apoiaram em dois jogadores para chegar até aqui, o número 23 do mundo — que já tinha impressionado pela confiança que demonstrou nos encontros anteriores — apresentou-se em campo com determinação redobrada e superou Vasek Pospisil (150.º) por 6-4 e 6-4, em 1h27.

A viver uma semana de sonho, Rublev entrou da melhor forma possível no encontro e conseguiu o break em branco logo ao primeiro jogo. Depois, foi uma questão de segurar o serviço, salvar três break points ao 4-3 e fechar a partida no jogo seguinte, depois de ter disposto de três set points no “saque” de Pospisil.

O canadiano também chegou ao encontro com três vitórias — substituiu o lesionado Félix Auger-Aliassime, que continua no banco à espera da recuperação total… — mas nada conseguiu fazer para contornar o domínio de Rublev. Nem mesmo quando quebrou o serviço ao russo pela primeira vez (ao fazer o 3-3 no segundo set), porque a reação não tardou e com uma compostura impressionante o mais cotado dos dois voltou à carga e só descansou de vitória na mão.

O segundo encontro vai colocar frente a frente Karen Khachanov e Denis Shapovalov e pode dar à Rússia a passagem à final. Serão será necessário jogar-se o encontro de pares.

Atualizado às 11h44.

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a histórias, a recordes. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais — por isso depois chegaram o padel, o ténis de mesa e o squash. E assim cá estamos, no Raquetc ("raquetecétera"). Como escreveu Pessoa, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."