Em Madrid, Edmund derrota o diretor do torneio de Madrid e dá vantagem à Grã-Bretanha

Kyle Edmund

Vantagem, Grã-Bretanha. Kyle Edmund entrou com tudo numa meia-final marcada por alguma polémica nos momentos iniciais e deu à Grã-Bretanha o importantíssimo primeiro ponto que força novamente Rafael Nadal a vencer para manter a Espanha na luta pela presença no encontro decisivo das Davis Cup Finals.

Se a alteração de última hora por parte dos anfitriões o baralhou, o britânico não o demonstrou: dois sets bastaram para Kyle Edmund (69.º ATP) derrotar Feliciano López (62.º) por 6-3 e 7-6(3) no encontro que marcou o regresso do tenista espanhol (que desde 2017 concilia a vida no circuito com o cargo de diretor do Mutua Madrid Open) a encontros de singulares na Taça Davis pela primeira vez nos últimos três anos.

Foi a terceira vitória do britânico de 24 nos três encontros em que foi chamado pelo capitão Leon Smith a substituir Andy Murray, que depois do duelo de estreia não voltou a entrar em ação por estar fora de forma.

E a verdade é que cada um deles chega de forma mais surpreendente: antes de chegar a Madrid, Edmund tinha perdido oito sets consecutivos na Taça Davis (agora vai em seis consecutivos a ganhar) e antes de chegar ao Masters 1000 de Paris — onde venceu duas rondas e só foi travado pelo futuro campeão Novak Djokovic — sofreu oito vitórias em oito encontros.

A vitória da equipa britânica força Rafael Nadal a entrar em campo com a obrigação de vencer pela terceira vez em três dias: foi assim contra a Rússia, ainda na fase de grupos, e também contra a Argentina, nos quartos de final de sexta-feira. Se o espanhol somar o 28.º triunfo consecutivo em singulares na competição, a decisão ficará para o encontro de pares. Caso contrário, a Grã-Bretanha chega à final pela primeira vez desde 2015.

Atualizado às 18h57.

Gaspar Ribeiro Lança
gasparlanca@raquetc.com | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tie-break. Dar palavras a histórias, a recordes. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. E mais, sempre mais — por isso depois chegaram o padel, o ténis de mesa e o squash. E assim cá estamos, no Raquetc ("raquetecétera"). Como escreveu Pessoa, "primeiro estranha-se, depois entranha-se."