Alemanha histórica nos pares está quase apurada, Grã-Bretanha sobrevive e faz uma vítima

Kosmos Tennis

MADRID — Emoção, muita emoção. A jornada diurna desta quarta-feira em Madrid tinha reservadas muita surpresas e até história, com Alemanha e Grã-Bretanha a darem passos importantes em direção aos quartos de final das novas Davis Cup Finals.

Para os germânicos, o dia foi feito de três vitórias: Philippe Kohlschreiber conseguiu deixar para trás um início desastroso e derrotou Guido Pella por 1-6, 6-3 e 6-4 e depois viu o compatriota Jan-Lennard Struff superar Diego Schwartzman por 6-3 e 7-6(8) para selar o triunfo.

O equilibrado e entretido tie-break foi, no fundo, um presságio do encontro de pares.

Apesar de já não ter influência para o desfecho do confronto, o terceiro e último duelo da sessão podia ter sérias implicações nos diversos cenários e possibilidades de apuramento dos dois países. E foi por isso que quer Maximo Gonzalez e Leonardo Mayer, Kevin Krawietz e Andreas Mies lutaram com tudo o que tinham durante 3h21. O equilíbrio foi de tal forma consistente que depois de só conseguirem dividir os primeiros sets com recurso ao tie-break as duplas viram-se na mesma situação.

“Taco a taco” durante todos os pontos, argentinos e alemães estiveram cerca de meia-hora a disputar o tira-teimas e até entraram para a história: os alemães salvaram seis match points e ganharam por 22-20, assinando o tie-break mais longo de toda a história da Taça Davis.

A vitória por 3-0 deixa os alemães numa posição agradável: na quinta-feira, frente ao Chile, só precisam de vencer um dos três encontros para garantirem o primeiro lugar do Grupo C.

Ao lado, no Stadium 3, a Grã-Bretanha começou o dia a sofrer e precisou de mais de oito horas para respirar de alívio: depois de Andy Murray vencer Tallon Griekspoor em quase três horas, Daniel Evans deixou escapar uma liderança confortável (um set e um break) e perdeu por 3-6, 7-6(5) e 6-4 para Robin Hasse, que empurrou a decisão do duelo para os pares.

Aí, mais sofrimento: Jamie Murray e o estreante Neal Skupski precisaram de lutar muito para superarem Wesley Koolhof e Jean-Julien Rojer (que lideraram por 5-2 no segundo set e tiveram dois set points no tie-break) com os parciais de 6-4 e 7-6(6).

O triunfo foi importante para a armada britânica, que assim enfrenta o embate com o Cazaquistão com uma certeza: a equipa vencedora segurará o primeiro lugar do Grupo E e seguirá para as meias-finais.

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